Relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) protocolou nesta sexta-feira, 28, requerimento de convocação de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para prestar depoimento como testemunha.
Vorcaro é acusado de fraude estimada em R$ 12 bilhões, que envolve a emissão de títulos de crédito falsos e a venda de carteiras de crédito com lastro questionável ao Banco de Brasília (BRB).
O documento afirma que o Banco Master, nos últimos anos, figurou entre as instituições financeiras com o maior número de reclamações sobre crédito consignado, cartão de crédito e reserva de margem consignável nas plataformas de direito do consumidor.
Além dele, foram protocolados os pedidos de convocação dos CEOs dos seguintes bancos:
• Leila Mejdallani Pereira, presidente do Banco Crefisa S.A. e da Crefisa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos
• Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master S.A.
• Everton Francisco da Rosa, CEO da Facta Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento
• Luis Felix Cardamone Neto, CEO do Banco BMG S.A.
• Marcelo Kalim, CEO do Banco C6 Consignado S.A.
• Eduardo Chedid, CEO do PicPay Instituição de Pagamento S/A
• Glauber Marques Correa, CEO do Banco Agibank S.A.
• André Luiz Calabro, CEO do Banco Pan S.A.
• Mario Roberto Opice Leão, CEO do Banco Santander S.A.
• Salim Dayan, CEO do Banco Daycoval S.A.
Prisão
Vorcaro foi preso por suspeita de irregularidades financeiras na última terça, 18, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo a Polícia Federal (PF), o banqueiro teria participado de supostas fraudes em carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
Ele foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando pretendia embarcar com destino à Europa.
A defesa alega que Vorcaro estava seguindo para o Catar negociar a venda do Master.
Na segunda, 24, o banqueiro foi transferido de uma cela da Polícia Federal (PF), em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos.
Fundos de previdência
Pelo menos 18 entidades de previdência em todo o país aportaram 1,8 bilhões no banco de Daniel Vorcaro, entre outubro de 2023 e dezembro do ano passado.
O conglomerado conseguiu aportes dos estados do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas.
Somente o estado do Rio de Janeiro, administrado por Cláudio Castro (PL), injetou 970 milhões de reais no Master.
A lista também inclui fundos de previdência administrados pelas prefeituras de Alagoas (Alagoas) e Campo Grande (Mato Grosso do Sul).
Caíram no conto do Master, prefeituras do interior de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
No caso dos fundos previdenciários, os administradores aplicaram recursos no CDB (Certificado de Depósito Bancário) administrados pelo Master, que prometiam lucros bem acima do mercado.
No mercado financeiro, os bancos tradicionais oferecem CDBs com rendimentos entre 100% e 105% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário – uma taxa de juros para empréstimos de curto prazo).
O Master prometia entregar até 150% do CDI. Era um negócio da China. Mas apenas para investidores amadores; ou mal-intencionados.











