O Banco Central iniciou uma nova ofensiva contra o mercado bilionário das apostas ilegais no Brasil e passou a monitorar movimentações financeiras ligadas a bets sem licença, incluindo plataformas do chamado “jogo do tigrinho”.

A medida marca uma das maiores ações de fiscalização já realizadas contra o setor e ocorre após pressão do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou falhas graves na fiscalização do mercado clandestino de apostas online.

Sistema usado contra golpes do Pix agora mira apostas ilegais

Segundo informações divulgadas nesta semana, bancos e instituições financeiras passarão a utilizar o sistema “Fraud Marker” — já empregado no combate a fraudes via Pix — para identificar:

A nova estrutura permitirá rastrear toda a cadeia financeira das plataformas clandestinas.

Quem fizer depósitos em sites ilegais também poderá receber marcações internas nas instituições bancárias, embora o Banco Central afirme que o monitoramento seguirá regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“Jogo do tigrinho” vira símbolo da explosão das apostas

Entre os principais alvos da nova fiscalização está o Fortune Tiger, popularmente conhecido como “jogo do tigrinho”.

O jogo se tornou um fenômeno nacional após influenciadores digitais promoverem promessas de ganhos rápidos nas redes sociais.

Investigações apontam que:

ajudaram a impulsionar o crescimento do jogo entre jovens e pessoas endividadas.

Nos bastidores do governo, existe preocupação crescente com:

Mercado ilegal movimenta até R$ 40 bilhões por ano

Relatório citado pelo TCU estima que o mercado ilegal de apostas movimenta entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões anuais no Brasil.

O volume impressiona autoridades porque representa quase metade de todo o dinheiro movimentado no setor de apostas do país.

Segundo o Banco Central:

Governo endurece fiscalização após explosão das bets

O endurecimento ocorre após a regulamentação oficial do setor por meio da chamada “Lei das Bets”, sancionada em 2023.

A legislação passou a exigir:

Atualmente, apenas plataformas autorizadas podem atuar legalmente no país e precisam utilizar o domínio “.bet.br”.

Mesmo assim, milhares de sites ilegais continuam funcionando normalmente na internet.

Influenciadores e bets também entram no radar

A expansão das apostas online também colocou influenciadores digitais no centro das investigações.

A CPI das Bets no Senado chegou a propor:

Nos bastidores, investigadores afirmam que plataformas clandestinas utilizam:

para atrair usuários, especialmente jovens.

Bancos terão prazo até dezembro

O Banco Central determinou que:

Além das apostas esportivas, o monitoramento também acompanhará:

Cerco pode atingir bilhões do mercado clandestino

Especialistas avaliam que a nova ofensiva do Banco Central representa uma tentativa de sufocar financeiramente as bets ilegais.

A estratégia do governo é bloquear:

Enquanto isso, o “jogo do tigrinho” segue como símbolo da explosão descontrolada das apostas online no Brasil — um mercado que cresceu rapidamente, movimenta bilhões e agora entra definitivamente na mira das autoridades financeiras e policiais do país.

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