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Ato do 8/1 de Lula na Praça dos Três Poderes reuniu cerca de mil pessoas

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Militantes de esquerda se concentram em frente ao Planalto para manifestação convocada pela base governista

A Praça dos Três Poderes ficou esvaziada na manhã desta quinta-feira, 8, quando deve ocorrer a manifestação “Defesa da democracia”, em recordação da manifestação de 8 de janeiro de 2023.

O ato convocado pela base esquerdista deve ocorrer logo depois da cerimônia institucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Assim como em 2025, a Praça dos Três Poderes aparece esvaziada. 

Mais cedo, no início da manhã desta quinta-feira, Oeste já havia mostrado o esvaziamento na Praça dos Três Poderes. No esquema de segurança, quem acompanhava o evento no Planalto ou participaria da manifestação precisava passar por duas barreiras: uma da Polícia Militar e, a segunda, do próprio Planalto.

O ato político de Lula, que endossou o discurso da suposta tentativa de “golpe”, encerrou com o veto integral do PL da Dosimetria. A proposta, amplamente debatida no Legislativo, foi aprovada pelos parlamentares em dezembro passado. Oeste adiantou que o petista usaria o veto como ato político durante o evento.

Esvaziamento da manifestação

Logo depois do discurso de Lula, a rampa do Palácio do Planalto foi aberta para que integrantes do governo e aliados esquerdistas se unissem à militância. Do prédio, era possível ver que a Praça dos Três Poderes não lotou. 

Veto ao PL da Dosimetria

Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria aprovado pelo Congresso Nacional. A decisão ocorreu durante o ato “Defesa da democracia” no Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira, em memória à manifestação de 8 de janeiro de 2023.

A decisão gerou uma reação instantânea dos congressistas. Relator do PL da Dosimetria na Câmara, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) criticou a decisão.

Em nota, Paulinho afirmou que a decisão do Planalto representa um rompimento da paz institucional e um desmerecimento deliberado ao esforço coletivo do Legislativo para construir uma solução jurídica equilibrada para os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

“O Congresso Nacional entregou ao presidente Lula a bandeira branca da paz institucional do Brasil, fruto de um trabalho sério, responsável e amplamente dialogado”, afirmou. “Ao vetar esse projeto, Lula desconsidera uma construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas, optando pelo confronto em vez do diálogo.”

Segundo o deputado, o projeto foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e chegou a ser “reconhecido e elogiado internacionalmente, inclusive pelos Estados Unidos, como um sinal claro de estabilidade, maturidade democrática e pacificação do país”.