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Estudantes visitam laboratórios de ciências da Ufam

Estudantes da Escola Estadual (EE) Professora Myrthes Marques Trigueiro, da zona leste de Manaus, visitaram dois laboratórios de ciências no Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Acompanhados de professores, os alunos estiveram no laboratório de Anatomia Humana e Embriologia, onde assistiram a diferentes aulas sobre o funcionamento do corpo humano e demais práticas biológicas. O programa Residência Pedagógica integra uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e Desporto e a Ufam, com o objetivo de aproximar estudantes da rede estadual ao ambiente científico da universidade. Além de promover a interação entre alunos do curso de Ciências Biológicas, que estão finalizando a graduação e já se preparam para a docência. O estudante Guilherme Aguiar, de 12 anos, que está cursando o 7º ano do Ensino Fundamental, participou da atividade que aconteceu na sexta-feira (27/01), e descreveu a visita aos laboratórios, afirmando que agora tem uma nova carreira em mente, a de cientista. “Muito legal essa experiência, nos explicaram muita coisa. Nunca tinha participado de visitas desse tipo. Gostei muito, eu queria ser policial, mas agora estou em dúvida”, contou o jovem. O professor Arthur Castro, que leciona a disciplina de Ciências para estudantes do 6º ao 9º na Escola Estadual Myrthes Trigueiro, está à frente do projeto e explicou a importância da parceria entre escola e universidade. “No laboratório de anatomia, os alunos estão podendo ver na prática como funciona e quais são as funções dos órgãos. Essa experiência, dificilmente eles conseguiriam ter na escola. Então, essa parceria com a universidade e a escola estadual faz com que esse aprendizado aconteça de maneira significativa”, apontou o professor. Beatriz Araújo, aluna residente, finalista do curso de Ciências Naturais da Ufam, falou da diferença do ensino da disciplina na sala de aula e da experiência prática. “Sair do abstrato e trazer com concretude aquilo que você está dando na sala de aula faz a criatividade do aluno ir além e, também, ajuda no desenvolvimento cognitivo, de entender o que que é um pulmão, o que é um coração, que não é como está nos desenhos”, completou Beatriz.

Líder de invasão do MST ganha cargo no governo

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou para o governo do petista uma coordenadora da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participou da invasão de uma fazenda em Duartina (SP), em 2016, que pertencia ao ex-coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, amigo do ex-presidente Michel Temer. Nesta semana, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nomeou Kelli Mafort para ficar à frente da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Presidência da República. O órgão foi criado neste ano, e uma das atribuições é fomentar e articular mesas de diálogo de segmentos da sociedade civil e movimentos sociais com órgãos governamentais. Na invasão ocorrida em 2016, Kelli liderou cerca de mil famílias do MST. Elas escolheram a fazenda de Lima Filho para “denunciar as conspirações golpistas de Temer, muitas vezes articuladas de dentro da propriedade”. O caso foi investigado pela Polícia Civil posteriormente. Segundo a corporação, os sem-terra furtaram motosserras, ferramentas e câmeras de vigilância. Além disso, os invasores danificaram um trator, outros veículos da fazenda, cercas e benfeitorias. A Polícia Civil constatou, ainda, que alguns animais da fazenda foram sacrificados pelos integrantes do MST, pois os investigadores encontraram carcaças de boi na propriedade. Os animais teriam sido abatidos para que os invasores se alimentassem. À época da invasão, Kelli disse que “a ocupação dessa fazenda é para denunciar a intervenção do agronegócio na articulação do golpe”. “Estamos aqui para denunciar as ligações escusas de Michel Temer com o proprietário da fazenda e sua empresa de fachada para arregimentar propina.” O R7 pediu ao governo federal uma manifestação sobre o ato liderado por Kelli, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. *Com informações noticias.r7.

Turista dos EUA some em cachoeira na Chapada dos Veadeiros após aumento no volume de água

Um turista de 30 anos vindo dos Estados Unidos sumiu nesse sábado (28), na Cachoeira Raizama, em Alto Paraíso (GO), região da Chapada dos Veadeiros, depois que o volume de água do local onde ele se banhava subiu em segundos. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, o desaparecido é Raul Jimenez, morador de Miami, na Flórida. As buscas continuam na região, que fica no distrito de São Jorge, neste domingo (29).  De acordo com a corporação, Raul estava acompanhado de outros quatro homens. Três conseguiram alcançar a margem e um acabou ficando ilhado em um lugar descrito pelos militares como de “difícil acesso”. Ele só foi resgatado pelos bombeiros por volta das 23h.  O Grupo Voluntário de Busca e Salvamento da Chapada dos Veadeiros, composto por guias de turismo da região, está ajudando na operação. “O Raizama é um cânion, que precisa de técnicas verticais pra ser acessado. Então essa equipe está trabalhando junto com o Corpo de Bombeiros”, relata Anaís Pinheiro Machado, que faz parte da organização. “Existe uma esperança que ele seja avistado com vida, então não podemos afirmar que houve um óbito”, afirma. Histórico de acidente no local Na mesma cachoeira, em 30 de junho de 2019, um bombeiro militar da reserva morreu afogado enquanto fazia turismo. Lafayete Abreu, de 51 anos, morador do DF, estava praticando canionismo no local. *Com informações noticias.r7.

Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 5,48% para 5,74%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,48% para 5,74% para este ano. A estimativa consta do Boletim Focus de hoje (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,9%. Para 2025 e 2026, as estimativas são de inflação em 3,5%, para ambos os anos. A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%. Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, que é de 3%, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em carta ao Ministério da Fazenda, o Banco Central explicou que a inflação só ficará dentro da meta a partir de 2024, quando deverá se situar em 3%, e em 2025 (2,8%). Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA. Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, teve aumento de 0,55%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. A meta estava em 3,5%, com a mesma margem de tolerância, e podia variar entre 2% e 5%. Taxa de juros Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Já para 2025 e 2026, a previsão é de Selic em 8,5%, ao final dos dois anos. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também variou de 0,79% para 0,8%. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,89% e 2%, respectivamente. A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

Agendamentos para unidades móveis dos PACs são feitos via App Sasi

Os atendimentos nas quatro unidades móveis do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) devem ser agendados pelo aplicativo Sasi, assim como acontece nas unidades fixas. O app está disponível para ser baixado em celulares com sistemas Android e IOS, e é gratuito. Os agendamentos são abertos todas as quintas, por volta das 10h30. Após baixar o aplicativo, o usuário deve se cadastrar informando o nome e o número de celular, com o ddd. Em seguida, o app direciona para outra tela, onde deve ser informado o e-mail, senha a serem usados  e aceitar os termos e condições de uso, clicando na caixinha à esquerda da tela. Depois, o usuário vai inserir o código SJPAC e aceitar o termo de uso. Após esse passo a passo, vai abrir uma tela com os seguintes serviços: agendamento; acompanhamento de serviço online; conheça o PAC; ajuda; notícias; e SAC.  Clicando na aba “agendamento”, poderá ser escolhido entre o Autoagendamento, onde se pode escolher o local, o dia e horário para atendimento. No botão de Pedidos Emergenciais o usuário também vai poder escolher o local, o dia e horário para atendimento e indicar o motivo pelo qual precisa receber o documento com celeridade.  O App Sasi fica aberto para agendamento nas quintas e sextas-feiras e emite uma notificação aos usuários quando o sistema está apto para agendamento. É possível escolher entre todos os 13 PACs, inclusive os de atendimento móvel. 

Chacina de 10 pessoas da mesma família foi motivada por chácara no valor de R$ 2 milhões, diz polícia

A Polícia Civil do Distrito Federal informou, em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (27), que os assassinatos que envolveram dez pessoas da família da cabeleireira Elizamar da Silva foram motivados pela venda de uma chácara no Itapoã, avaliada pelos suspeitos em R$ 2 milhões. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, quatro dos cinco presos por envolvimento direto com o crime podem pegar, juntos, até 340 anos de prisão. A polícia prendeu cinco pessoas por envolvimento no crime. Quatro delas seriam o núcleo da associação criminosa: Horácio Barbosa, Gideon Menezes, Fabrício Silva Canhedo e Carloman dos Santos Nogueira. Um último preso, Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como Galego, teria participado de um dos crimes. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido, prestou depoimento e foi liberado. As investigações revelam que o primeiro crime teria ocorrido em dezembro. Os suspeitos simularam um assalto na chácara em que moravam Marcos Antônio, Renata Belchior (esposa dele) e Gabriela Belchior (filha). Eles foram rendidos por Carloman, o adolescente e Fabrício, mas Marcos reagiu e foi baleado na nuca. Horácio e Gideon, que eram funcionários da chácara, também fingiram ser vítimas. Renata e Gabriela foram vendadas, amarradas e levadas para o cativeiro. Marcos, já morto, também foi levado para o cativeiro, esquartejado e enterrado no quintal. Nesse dia, o adolescente teria entrado em pânico, pulado o muro da casa e fugido. Cronologia No início de janeiro, após vender uma casa, a ex-mulher de Marcos, Cláudia Regina Marques, foi envolvida na história. Os suspeitos utilizaram o celular de Marcos para sugerir que Gideon, Horário e Fabrício ajudassem na mudança para a nova residência. Quando ela e a filha, Ana Beatriz Marques, chegaram na nova casa, foram rendidas por Carloman e levadas também para o cativeiro. No dia 12 de janeiro, Thiago Gabriel, que era filho de Marcos Antônio, foi atraído para a chácara no Itapoã por meio de uma mensagem falsa do celular de Marcos. Ele foi rendido pelos suspeitos e, logo depois, eles atraíram também a esposa dele, a cabeleireira Elizamar da Silva, para o local. Ela foi com os filhos e também acabou rendida. Como o adolescente tinha fugido e não queria mais participar dos crimes, Galego foi chamado para os próximos delitos. Os suspeitos levaram Elizamar e as crianças até Cristalina (GO), asfixiaram as vítimas e queimaram o carro da cabeleireira. Nesse momento, Thiago ainda estava no cativeiro. Renata e Gabriela foram mortas dias depois, tiveram os corpos carbonizados dentro de um carro que foi encontrado em Unaí (MG). Thiago, Cláudia e Ana Beatriz foram os últimos assassinados. Eles saíram do cativeiro ainda com vida, em 15 de janeiro, foram esfaqueados próximos à cisterna em que foram encontrados, em Planaltina. Ao todo, os suspeitos levaram 18 dias para executar todo o plano, segundo as investigações da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá. Vítimas Ao todo, dez pessoas da mesma família foram mortas. Inicialmente, acreditava-se que a cabeleireira Elizamar da Silva era o ponto central do crime. No entanto, segundo as investigações, o sogro dela, Marcos Antônio, foi a motivação inicial das mortes. A ideia dos suspeitos era não deixar nenhum familiar para ficar com a chácara e vender o imóvel, que eles acreditavam valer cerca de R$ 2 milhões. Morreram: Elizamar da Silva, de 39 anos;Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos;Gabriel da Silva, de 7 anos, filho de Elizamar e Thiago;Os gêmeos Rafael da Silva e Rafaela da Silva, de 6 anos, filhos de Elizamar e Thiago;Marcos Antônio, de 54 anos, pai de Thiago;Renata Belchior, de 52 anos; esposa de Marcos;Gabriela Belchior, de 25 anos, filha de Renata e Marcos;Claudia Regina Marques, de 55 anos, ex-esposa de Marcos;Ana Beatriz Marques, de 19 anos, filha de Claudia e Marcos.

AMERICANAS: Incertezas e o medo da demissão dos 44 mil funcionários

A empresa, uma das maiores varejistas do país, anunciou um rombo bilionário e entrou em recuperação judicial para tentar evitar a falência. A Americanas não descartou em um comunicado aos funcionários que vai fazer demissões, e o esperado é que ela faça isso. Mas ninguém – nem a própria empresa – sabe dizer ao certo quanta gente vai ser mandada embora. Outra dúvida é o que acontecerá com os empregados que não forem demitidos. Uma possibilidade é que os salários sejam reduzidos. A Americanas tem ainda R$ 64,8 milhões em dívidas trabalhistas com ex-funcionários, que também vão entrar na recuperação judicial. Tudo terá de ser negociado com os sindicatos e ex-funcionários. A lei dá algumas garantias aos trabalhadores, como receber todos os direitos trabalhistas em caso de demissão e ser os primeiros da fila na hora de receber o que a empresa deve. Mas sua posição é considerada delicada, porque os credores com quem a Americanas tem dívidas maiores terão mais voz neste processo e a situação dos empregados pode ficar ainda mais complicada se a empresa falir. A maior preocupação dos sindicatos no momento é com uma demissão em massa e que a companhia não pague o que é devido aos funcionários que venham a ser dispensados e ex-funcionários. Eles dizem que a dívida total da Americanas, de R$ 41,2 bilhões, a coloca à beira da falência e pediram à Justiça na quarta-feira (25/1) o bloqueio de bens dos seus principais acionistas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. As centrais sindicais apontaram que há quase 17 mil ações trabalhistas em andamento contra empresas do grupo Americanas, que somam R$ 1,53 bilhão, e querem que esse valor seja bloqueado das contas pessoais dos maiores sócios. Elas dizem que houve uma “fraude contábil que se desenrolou durante anos na empresa” e da qual “são os três bilionários os maiores beneficiários da fraude”. A Americanas disse à BBC News Brasil que ainda não foi notificada formalmente da ação e que se manifestará a seu respeito nos autos do processo, dentro dos prazos legais fixados. A Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de ações, está investigando se houve fraude e a responsabilidade dos acionistas. Lemann, Telles e Sicupira disseram em uma nota conjunta que não sabiam do rombo da Americanas e não permitiriam fraudes ou manobras contábeis. As declarações dos acionistas indignaram líderes sindicais. “É inacreditável. Eles estão faltando com a verdade, porque estão envergonhados por terem sido pegos com a boca na botija. Acho que eles se consideravam acima de Deus”, diz Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP). Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, diz que as justificativas apresentadas por Lemann, Telles e Sicupira são um “absurdo”. “Como essas figuras, que comandavam a empresa até o ano passado, não tinham noção do que estava acontecendo? Eles precisam ser responsabilizados. Não é justo o trabalhador pagar essa conta”, diz Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SECRJ). Os sindicatos estão se articulando nacionalmente para negociar com a empresa, que está presente em quase mil cidades, em todas as regiões. Também planejam uma manifestação em 3 de fevereiro no Rio de Janeiro para chamar atenção para a situação dos trabalhadores e cobrar que seus direitos sejam respeitados. “Tem se falado muito dos acionistas e dos bancos, mas não dos trabalhadores. Parece que somos invisíveis. Mas o mais importante de tudo isso são as milhares de pessoas que trabalham para a empresa”, diz Patah. A Americanas afirmou à BBC News Brasil que “se mantém comprometida com a transparência e as obrigações trabalhistas, como prevê a legislação”. Também afirmou que está elaborando “um plano estratégico de otimização dos recursos para que decisões que garantam a sua sustentabilidade tenham efeitos em curto prazo”. A empresa disse que “é comum que haja reestruturação” e reforçou “que manterá todos os seus colaboradores e públicos de interesse informados”. Demissões Na terça-feira (25/1), 300 líderes sindicais de todo o país tiveram uma primeira reunião com a empresa. Em um encontro virtual com o gerente de Recursos Humanos e Relações Sindicais da Americanas, Lúcio Marques, eles pediram que a empresa apresente uma relação de todas as lojas e dos funcionários da companhia para entender melhor quem pode ser afetado. A Americanas disse em seu último balanço, publicado em junho do ano passado, que tem 44.481 funcionários. Quase dois terços estão na região Sudeste. A empresa também tem uma presença relevante no Nordeste e no Sul e um pouco menor no Centro-Oeste e Norte. O executivo da Americanas voltou a afirmar na reunião com os sindicatos que pode fazer demissões, mas não cravou e se justificou dizendo que a empresa ainda está avaliando sua situação financeira e elaborando o plano de recuperação. “Eles falaram que podem fechar lojas deficitárias. Não somos ingênuos, a gente sabe que isso vai acontecer, mas vamos fazer pressão para preservar o máximo de empregos e para que todos os direitos sejam respeitados”, diz Márcio Ayer, do SECRJ. Líderes sindicais dizem que o encontro foi amistoso e que ficou combinada uma nova reunião na próxima semana. A data ainda não foi marcada. “Foi aberto um canal para a negociação e o diálogo, o que é positivo, mas não podemos esquecer que na ponta tem muitos trabalhadores preocupados porque a insegurança e a incerteza são muito grandes”, afirma Ayer. O Ministério Público do Trabalho foi chamado para mediar as conversas, mas diz que vai primeiro acompanhar o andamento da recuperação e ver o que a empresa irá propor. “Está tudo muito recente, não existe neste momento nada que possa ser negociado. Precisa levantar os débitos da empresa e o quadro de credores”, diz Bernardo Leôncio Moura Coelho, coordenador da Divisão Sindical e da Mediação da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região. A empresa tem dois meses a partir da entrada em recuperação judicial, que aconteceu em 19 de janeiro, para apresentar o plano de

Nova Zelândia assolada por inundações repentinas, deslizamentos de terra pelo terceiro dia

O número de mortos na Nova Zelândia devido a fortes chuvas subiu para quatro no domingo, com inundações e deslizamentos de terra na ilha norte continuando pelo terceiro dia. Maltratado desde sexta-feira, Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, permaneceu em estado de emergência. O meteorologista do país, MetService, alertou para um clima mais severo no domingo e na segunda-feira para a ilha norte. Chuvas intensas também podem causar inundações na superfície e no flash, afirmou o documento. “Sabemos que há potencial para mais condições climáticas adversas hoje à noite”, disse Rachel Kelleher, controladora de gerenciamento de emergências de Auckland, a repórteres. A emergência cobre grandes áreas da ilha norte, com o distrito de Waitomo a cerca de 220 km de Auckland, declarando estado de emergência no final do sábado. Um homem desaparecido depois de ser varrido na sexta-feira em Onewhero, uma vila rural a cerca de 70 km ( 40 milhas ) ao sul de Auckland, foi confirmado morto, informou a polícia. “A parte mais horrível disso é que perdemos vidas”, disse o vice-primeiro-ministro Carmel Sepuloni em Auckland, uma cidade de 1,6 milhão. As mudanças climáticas estão fazendo com que episódios de fortes chuvas se tornem mais comuns e mais intensos na Nova Zelândia, embora o impacto varie por região. O ministro das Mudanças Climáticas, James Shaw, observou o vínculo com as mudanças climáticas no sábado, quando twittou seu apoio às pessoas afetadas pelas inundações. A polícia disse no domingo que estava ajudando no gerenciamento de tráfego e no fechamento de estradas no distrito de Waitomo, depois que fortes chuvas “causaram numerosos deslizamentos, inundações e danos às estradas”. Na vizinha Baía de Plenty, também houve “inundações generalizadas”, disse a polícia, além de um deslizamento de terra que derrubou uma casa e ameaçava as propriedades vizinhas. Milhares de propriedades permaneceram sem energia, enquanto centenas ficaram sem água, disseram as autoridades. Ainda assim, a Air New Zealand retomou os vôos internacionais dentro e fora de Auckland no meio-dia do domingo ( 2300 GMT no sábado ), disse um porta-voz. Primeiro Ministro Chris Hipkins, menos de uma semana no cargo, voou de helicóptero sobre Auckland no sábado e visitou casas atingidas por inundações. Ele descreveu o impacto das inundações na cidade como “sem precedentes” na memória recente. As pessoas fizeram mais de 2.000 pedidos de assistência e 70 evacuações em torno de Auckland – a maior cidade do país – devido à inundação, informou o New Zealand Herald no sábado. *Com informações reuters

Ônibus do Peru cai de penhasco, matando pelo menos 24

Pelo menos 24 pessoas morreram no norte do Peru depois que um ônibus que transportava 60 passageiros caiu de um penhasco na manhã deste sábado, disse a polícia à imprensa local. A agência de supervisão de transportes do Peru (SUTRAN) confirmou o acidente em um comunicado, sem fornecer uma série de mortes ou feridos. A tragédia, envolvendo um ônibus para a empresa Q’Orianka Tours Aguila Dorada, ocorreu no distrito de El Alto, no extremo norte do Peru, disse a SUTRAN. A SUTRAN disse que as primeiras investigações mostraram que o ônibus parecia ter uma inspeção de segurança atualizada e um seguro contra acidentes. Os acidentes rodoviários são relativamente comuns no Peru, com muitos motoristas operando veículos em estradas precárias e sem treinamento adequado. Em 2021, 29 pessoas morreram quando um ônibus caiu de uma rodovia na Cordilheira dos Andes. *Com informações reuters

Eni da Itália assina acordo de gás de US $ 8 bilhões com a Líbia

A empresa italiana de energia Eni e a Corporação Nacional de Petróleo da Líbia assinaram um acordo de produção de gás de 8 bilhões de dólares, disse o presidente-executivo da Eni, Claudio Descalzi, neste sábado. O acordo, que foi assinado no contexto de uma viagem da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, a Trípoli, também envolverá projetos de captura de carbono e energia solar, disse Descalzi em entrevista coletiva. O acordo terá uma duração de 25 anos e terá capacidade de produção de até 800 milhões de pés cúbicos de gás por dia, disse o presidente da NOC, Farhat Bengdara. (Esta história foi corrigida para fixar o valor na manchete para US $ 8 bilhões) *Com informações reuters