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Amauri acusa CMM de manobra para barrar seu voto contra empréstimo bilionário; veja vídeo

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Demora na convocação é vista como “retaliação” ao vereador

Em declaração exclusiva concedida ao Foco, o ativista da causa animal, Amauri Gomes (União), denunciou uma manobra da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM), comandada por David Reis (Avante) — braço direito do prefeito David Almeida — para impedir sua votação sobre o empréstimo bilionário solicitado pelo Executivo Municipal.

David Reis anunciou, durante sessão plenária na manhã desta terça-feira (9), que a nomeação de Amauri vai ocorrer na próxima quarta-feira (10), às 14h. Com isso, ele vai perder a votação do empréstimo bilionário devido à incompatibilidade de horário.

Segundo ele, o horário marcado para sua posse foi minuciosamente calculado pela Mesa Diretora da Casa para impedir sua votação. Ele considerou mais um empréstimo solicitado pelo prefeito de Manaus como “prejudicial”.

“Foi uma manobra feita pela presidência da Casa, pela Mesa Diretora, para que nós possamos assumir após a votação. A gente sabe que amanhã vai ter uma votação extremamente prejudicial para a cidade de Manaus, onde a prefeitura vai adquirir mais um empréstimo de um bilhão de reais, endividando ainda mais a cidade de Manaus”, disse o parlamentar.

Amauri lembra que a Casa já aprovou um orçamento bilionário para 2026: “Já houve a aprovação do orçamento para R$ 12,5 bilhões, o orçamento anual. E, para nós, assim, fica bem caracterizado que a Mesa Diretora, de certa forma, enfraqueceu a oposição, tirando mais uma pessoa que estava ali cobrando e fiscalizando nessa votação tão importante”.

VEJA O VÍDEO

Prefeitura solicita aprovação de R$ 1 bilhão

Amauri vai tomar posse após Caio André pedir licença do cargo para continuar na pasta de Cultura do Governo do Amazonas. Ele considera a demora na sua convocação como “retaliação” ao período em que esteve no exercício do mandato.

A solicitação de R$ 1 bilhão da prefeitura sofre resistência na Casa e críticas pela falta de transparência na alocação dos recursos. Além disso, vereadores falam sobre possível rombo nas contas públicas devido aos diversos empréstimos contraídos pela gestão municipal durante a administração de David Almeida.

Mesmo com um orçamento de mais de R$ 10 bilhões para 2025 — um dos maiores entre as capitais brasileiras — o prefeito solicita, rotineiramente, empréstimos bilionários. Neste ano, a CMM já aprovou um empréstimo de mais de R$ 2 bilhões.

Por sua vez, a prefeitura alega que o atual empréstimo é para pagar contas antigas e tentar “diminuir os juros” para desafogar as verbas direcionadas ao pagamento de dívidas.