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Alexandre de Moraes determina prisão de Silvinei Vasques

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Ex-diretor da PRF foi preso em aeroporto no Paraguai

Nesta sexta-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Mais cedo, a polícia prendeu Vasques no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai.

Além disso, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica ainda em Santa Catarina. Por isso, as autoridades dispararam avisos a países que fazem divisa com o Brasil.

Segundo Moraes, imagens de câmeras de segurança mostraram que o ex-diretor da PRF “carregou o veículo alugado com o seu animal de estimação e materiais para transporte de cachorro, incluindo ração e ‘muitos sacos de tapete higiênico para cães’”. O ministro destacou ainda que, de acordo com a Polícia Federal, “não há como precisar os motivos da violação da tornozeleira eletrônica ou o paradeiro de Vasques, nem se a própria tornozeleira ainda estaria no apartamento”.

Condenação de Silvinei Vasques

Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF - 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF
Julgamento da Ação Penal 2696 na 1ª Turma do STF — 11/11/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Há dez dias, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou membros do chamado “núcleo 2” do que seria uma tentativa de ruptura institucional. Entre os integrantes, estava Vasques, penalizado a 24 anos e seis meses de prisão.

Conforme o colegiado, Vasques usou a PRF para dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Lula, no Nordeste, no segundo turno da eleição de 2022.

Embora hoje o STF sustente isso na condenação, naquele ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, reconheceu que as blitze não atrapalharam as pessoas de chegarem às zonas eleitorais.

“O prejuízo que causou aos eleitores, eventualmente, foi o atraso”, disse Moraes. “Mas volto a dizer, nenhum ônibus voltou à origem. Todos votaram.”