Alcolumbre pauta PEC da Segurança para a próxima terça-feira

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Proposta foi retirada da pauta do Senado em meados de outubro após impasse sobre maioridade penal

Por: Redação MVE

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou para a próxima terça-feira, 3 de novembro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A discussão ocorre em meio a divergências entre parlamentares sobre a redução da maioridade penal no Brasil.

A proposta chegou a integrar a pauta do plenário em 15 de outubro, antes do segundo turno das eleições, mas foi retirada diante da falta de consenso sobre emendas relacionadas à responsabilização criminal de adolescentes.

Oposição defende redução para 14 anos

Um dos principais pontos de conflito envolve a proposta defendida por integrantes da oposição para reduzir a maioridade penal de 18 para 14 anos.

Os parlamentares favoráveis à mudança argumentam que crimes graves cometidos por adolescentes exigem uma resposta mais rigorosa da legislação.

Já setores contrários à redução questionam sua eficácia no combate à criminalidade e alertam para possíveis consequências sobre o sistema penitenciário.

Governo discute alternativa de 16 anos

Diante das divergências, o governo federal considerou a possibilidade de incluir uma proposta intermediária, reduzindo a maioridade penal para 16 anos.

A alternativa também enfrenta resistência e depende de negociação entre os parlamentares.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas específicas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segurança pública volta ao centro do debate

Além da controvérsia sobre a maioridade penal, a PEC da Segurança Pública integra uma discussão mais ampla sobre o enfrentamento ao crime organizado, a atuação das forças policiais e a cooperação entre União, estados e municípios.

Por se tratar de uma alteração constitucional, a aprovação exige pelo menos 49 votos favoráveis no Senado, em dois turnos de votação.

A sessão prevista para terça-feira será decisiva para avaliar se governo e oposição conseguirão superar as divergências e avançar na discussão da proposta.