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A melhor notícia para Lula é Flávio Bolsonaro. A pior, também

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Lula até poderá vencer, mas levará de brinde a sombra de um processo de impeachment ao menor descuido

A  última pesquisa Genial-Quaest sobre a disputa eleitoral de 2026 divulgada nesta terça-feira, 16, mostra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), por determinação – segundo o próprio bolsokid – de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília (DF), como o mais forte concorrente do presidente Lula (PT) à reeleição.

Em simulações de primeiro-turno, o cenário mais favorável ao bolsonarista é o que o chefão do PT lidera com 39% das intenções de voto, seguido pelo próprio 01, com 27%, tendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), como terceiro colocado com apenas 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), com 2%. Indecisos somam 5%. Branco/Nulo/ Não vai votar, 20%.

Já na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o pai do Ronaldinho dos Negócios bateria com folga Flavinho Wonka por 46% a 36%. Branco/Nulo/Indeciso/Não vai votar somam 18%. Nas eleições de 2022, no primeiro turno, o petista terminou à frente de Bolsonaro com 48% dos votos válidos contra 43%. Já no segundo turno, o placar foi apertadíssimo em favor de Lula: 50,90% x 49,10%. Menos de 2 milhões de votos de diferença.

Uma no cravo, outra na ferradura

Tudo o mais constante e noves fora nada, Lula caminha para um quarto mandato com ligeira tranquilidade. Torcida? Deus me livre! Quem me acompanha sabe que não. São números. São fatos. É garantido? Absolutamente! No Brasil, como já disse o ex-ministro Pedro Malan, nem o passado é certo. Por isso, o “Tudo o mais constante e noves fora nada”. Ou seja, se nada muito fora da curva acontecer, o lulopetismo continuará a produzir danos ao país.

Ah, então você quer o Flávio Bolsonaro como presidente?”. Deus me livre dobrado! Eu quero um presidente minimamente capaz. Quem? Sei lá, ué. Desses que aí estão, Ratinho Júnior me parece o mais palatável. Depois, Tarcísio de Freitas. Mas se minha vontade prevalecesse, não estaríamos nessa situação. José Serra, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles teriam sido eleitos e governado o país. Devo ser um pé-frio danado. Perco todas!

Mas se o cenário é favorável a Lula no que tange à reeleição, não se pode dizer o mesmo sobre um futuro governo. Se o maior vendedor de panetone de chocolate – fora de temporada e em dinheiro vivo – do mundo levar adiante a candidatura, será o líder de uma oposição que aumentará, e muito, tanto na Câmara como no Senado. Ou seja, Lula até poderá vencer, mas levará de brinde a sombra de um processo de impeachment ao menor descuido.