Redação MVE
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou nesta quinta-feira (24) que Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado, retire de seu perfil no Instagram todo o conteúdo classificado como propaganda eleitoral ou desative completamente a conta.
Dallagnol recebeu prazo de 24 horas para cumprir a ordem. A determinação ocorre a apenas dez dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
A decisão foi assinada pela desembargadora Cláudia Cristofani, que entendeu que a manutenção de publicações eleitorais no perfil representaria descumprimento da ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu os atos de campanha do candidato.
Campanha suspensa, candidatura ainda em julgamento
O TRE-PR havia aprovado o registro da candidatura de Dallagnol por quatro votos a três. A Corte regional considerou que os procedimentos disciplinares utilizados anteriormente para declarar sua inelegibilidade foram arquivados sem resultar em processos administrativos formais.
Entretanto, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu uma decisão provisória suspendendo a promoção da candidatura até o julgamento definitivo do recurso apresentado por grupos políticos adversários.
A medida impede Dallagnol de pedir votos, realizar atos de campanha, participar de debates, utilizar recursos públicos eleitorais e veicular propaganda no rádio e na televisão. Agora, a Justiça Eleitoral do Paraná determinou que a restrição também seja cumprida no Instagram.
Ministros alertaram para prejuízo irreversível
O plenário do TSE manteve a suspensão por cinco votos a dois. Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça divergiram e votaram a favor da retomada da campanha.
Nunes Marques argumentou que impedir um candidato de fazer campanha poucos dias antes da eleição cria risco de prejuízo irreversível. Segundo o ministro, caso o registro seja considerado válido posteriormente, não haverá como recuperar o período em que Dallagnol foi impedido de apresentar suas propostas aos eleitores.
Dallagnol reage
Nas redes sociais, Dallagnol afirmou que está sendo impedido de realizar campanha enquanto outros políticos continuam utilizando normalmente seus perfis. O candidato classificou a situação como uma grave restrição à liberdade de expressão e informou que sua defesa continuará recorrendo.
A ordem não determina que o Instagram exclua automaticamente a conta. Cabe ao próprio candidato decidir entre desativar o perfil ou remover todas as publicações consideradas propaganda eleitoral.
O julgamento definitivo do registro ainda será realizado pelo TSE. Até lá, Dallagnol permanece formalmente candidato, mas impedido de promover sua candidatura por qualquer meio.











