Com o objetivo de verificar a eficácia dos inseticidas e larvicidas utilizados para combater o mosquito Aedes aegypti, começaram a ser instaladas nesta segunda-feira, 20, a instalação de 300 ovitrampas nos 63 bairros da cidade.
As ovitrampas (armadilhas) são recipientes que simulam as condições para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. São vasos de plantas na cor preta, contendo água parada, onde são colocadas palhetas de madeira com pequenos furos, que servem para que a fêmea do Aedes deposite seus ovos. Substâncias larvicidas são colocadas na água e a partir da sua verificação, os agentes de endemia conseguem avaliar o nível de infestação e também se os produtos utilizados conseguem eliminar o mosquito.
As ovitrampas ficam instaladas por duas semanas, tempo suficiente para que os agentes de endemias realizem o manuseio e observação dos resultados, que, uma vez coletados, seguem para o Ministério da Saúde.
Durante o trabalho de instalação nesta segunda-feira, no bairro Jorge Teixeira, na zona Leste, o chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, explicou que o número de ovitrampas colocadas nos quintais das casas e em outros ambientes varia de acordo com o tamanho do bairro. O Jorge Teixeira, por exemplo, está recebendo 25 armadilhas. Em bairros menores, o número pode ser de três ou quatro ovitrampas.
As ovitrampas instaladas nesta segunda-feira terão suas palhetas trocadas na próxima sexta-feira, 24, e posteriormente, na terça-feira, 28, será realizada uma segunda coleta, encerrando assim, o trabalho de campo. Os resultados coletados serão enviados ao Ministério da Saúde para uma avaliação mais detalhada.
Dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que até a última quinta-feira, 16, foram notificados 5.053 casos de dengue em Manaus e desse total, 3.572 foram confirmados.
A instalação das ovitrampas está sendo executada por equipes de agentes de endemias dos Distritos de Saúde (Disas) Norte, Sul, Oeste e Leste, em parceria com técnicos da FVS-RCP.