Em entrevista ao UOL, em junho, ao comentar os vetos às emendas da bancada do Amazonas, Omar declarou: “Ele (Bolsonaro) tem feito vídeos com adversários meus no estado prometendo mundos e fundos. Não sei de onde. Mas veta emendas parlamentares. Não tem problema, mas é uma forma não muito republicana como ele tem anunciado recursos para o estado”, disse.
Um estudo sobre o orçamento de 2021 do Inop (Instituto Nacional de Orçamento Público) aponta que, no ranking por estados, o Amazonas foi o que recebeu o maior corte em termos percentuais e absolutos. Foram vetados 50% dos repasses ao estado relacionados às emendas de comissão (RP2), o que representa um total de mais de R$ 220 milhões.
Bolsonaro participou, em abril, de uma inauguração não concluída de um anexo de um centro de convenções construído em governos anteriores. Em maio, da inauguração de uma ponte de madeira de 18 metros na Terra Indígena (TI) Balaio, em São Gabriel da Cachoeira, no extremo norte do País.
Nas visitas, o presidente não fez referências às vítimas ou prestou solidariedade às famílias.
Em julho, Bolsonaro adiou ida à cidade, quando participaria de uma motociata, em função da internação com um quadro de obstrução intestinal.
No entanto, do leito do hospital, participou por vídeo-chamada do evento e fustigou o presidente da CPI, o senador amazonense Omar Aziz (PSD), defendo que o estado faça uma renovação política.
Bolsonaro desembarcou em Manaus na manhã desta quarta no aeroporto Eduardinho. Apoiadores organizaram caravanas para recepcioná-lo no estacionamento do local, onde foi montado um cercadinho.
Sem usar máscara, o presidente provocou aglomerações, abraçou crianças e teve contato com os seguidores.
Parte dos apoiadores acompanhou com motos e carros o deslocamento de Bolsonaro entre o aeroporto e o local do evento, o residencial Cidadão Manauara 2 no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus.
Acompanhado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o presidente fez a entrega de 500 apartamentos populares. De acordo com dados da Prefeitura de Manaus, as moradias foram construídas a partir do repasse de R$ 607,5 milhões do Ministério de Desenvolvimento Regional, no primeiro trimestre.