Por Redação MVE
A disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2030 já começa a movimentar os bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT). Entretanto, a direção da legenda enviou um recado aos possíveis interessados: quem iniciar articulações antecipadas poderá comprometer suas chances de conquistar o apoio do presidente.
A declaração foi feita pelo secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, publicada nesta quarta-feira (4).
PT alerta contra disputa antecipada
Segundo Valadares, ainda é cedo para discutir quem representará o partido nas eleições presidenciais de 2030, quando Lula não poderá disputar outra reeleição consecutiva.
“Eu penso que quem se arvorar, quem queimar a largada, quem começar a articular de agora, querendo ser esse nome, provavelmente, não será”, afirmou o dirigente.
A declaração evidencia a preocupação de integrantes do PT com uma eventual disputa interna pela liderança política do partido durante o novo mandato presidencial.
Exemplo de Dilma Rousseff é lembrado
Para justificar sua posição, Valadares citou a sucessão presidencial de 2010, quando nomes como Tarso Genro, Antonio Palocci e José Dirceu eram mencionados como possíveis candidatos.
Na ocasião, Lula acabou escolhendo Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil, que venceu a eleição presidencial daquele ano.
Na avaliação do secretário, Dilma teria sido favorecida por não participar das articulações antecipadas que envolviam outros integrantes do partido.
Haddad, Rui Costa e Camilo Santana estão entre os nomes citados
Embora tenha evitado apontar um sucessor, Valadares mencionou lideranças que considera parte do processo de renovação do PT.
Entre elas estão Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil e senador eleito; Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí; e Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação.
O dirigente reconheceu, porém, a dificuldade de formar uma liderança com a mesma projeção nacional e trajetória política de Lula.
Escolha de 2030 permanece indefinida
As declarações mostram que a sucessão presidencial já é assunto dentro do PT, embora o partido ainda não tenha anunciado uma candidatura para 2030.
A escolha dependerá de negociações políticas, do desempenho das lideranças nos próximos anos e das decisões partidárias.
Por enquanto, o recado de Éden Valadares é que antecipar a disputa não garante espaço na sucessão de Lula e pode produzir o efeito contrário.











