Sete meses de atraso em pagamentos na gestão Roberto Cidade ameaçam viaturas e sistema Paredão no Amazonas

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Amazonas – A gestão do governador Roberto Cidade (União Brasil) está sendo alvo de cobranças por atrasos nos pagamentos de empresas responsáveis por serviços essenciais da segurança pública do Amazonas. Segundo denúncias de fornecedores, contratos relacionados à manutenção de viaturas policiais, câmeras de vigilância e sistemas de monitoramento estão sem receber repasses desde abril de 2026, acumulando sete meses de pendências e colocando em risco o funcionamento dessas estruturas.

Roberto Cidade assumiu o comando do Executivo estadual em abril, após a saída de Wilson Lima, e foi eleito governador em votação indireta realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no mês seguinte. Agora, às vésperas de novembro, sua administração enfrenta questionamentos sobre a falta de regularização dos pagamentos cobrados pelas empresas que atendem à segurança pública.

Falta de pagamento pode deixar viaturas paradas

A situação preocupa principalmente pelos possíveis impactos no trabalho das forças policiais. Sem receber pelos serviços prestados, as empresas alegam enfrentar dificuldades para custear manutenções, comprar peças, realizar reparos e manter suas equipes operacionais. Caso o problema continue, viaturas poderão ficar paradas e equipamentos de vigilância poderão apresentar falhas.

Entre os serviços ameaçados está o sistema Paredão, utilizado no monitoramento de veículos e no apoio às ações policiais. A eventual redução de sua capacidade operacional pode prejudicar investigações e atividades de prevenção à criminalidade, aumentando a preocupação com a segurança da população amazonense.

Empresas cobram providências de Roberto Cidade

Segundo os fornecedores, pedidos para estabelecer um cronograma de pagamentos já foram encaminhados ao Governo do Amazonas, mas continuam sem resposta. Enquanto os débitos se acumulam, as empresas afirmam estar arcando com despesas para manter serviços contratados pelo próprio Estado.

O cenário exige esclarecimentos da administração de Roberto Cidade sobre os valores efetivamente pendentes, os motivos dos atrasos e as medidas previstas para evitar a interrupção dos serviços.

Com sete meses de pagamentos cobrados pelos fornecedores, a principal preocupação é que a falta de regularização financeira acabe atingindo diretamente a população. Cabe ao Governo do Amazonas esclarecer as denúncias e apresentar medidas concretas para garantir a continuidade dos serviços de segurança pública.