Por: Manuel Menezes
A movimentação de carretas contratadas pela Construtora ETAM voltou a chamar atenção na BR-319, no sul do Amazonas. Conforme informação recebida pela reportagem, os veículos retomaram o transporte de cascalho destinado aos serviços no chamado Trecho do Meio, uma das partes mais desafiadoras da rodovia federal.
A retomada do transporte representa uma movimentação importante na logística de abastecimento das frentes de trabalho, responsáveis por intervenções destinadas a melhorar as condições de circulação entre Manaus e Porto Velho.
A ETAM é responsável pelo Lote 4 da BR-319, que compreende 120,5 quilômetros, entre os quilômetros 469,6 e 590,1, abrangendo segmentos da rodovia na região de Manicoré e Humaitá. O contrato, firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), possui valor aproximado de R$ 362 milhões. Amazonas Atual+1
Transporte de cascalho é fundamental para recuperação da estrada
O cascalho e outros materiais granulares são utilizados na preparação e estabilização da base da rodovia, contribuindo para melhorar a resistência da pista e reduzir problemas provocados pelo tráfego pesado e pelas chuvas.
Em maio deste ano, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autorizou a extração de saibro e laterita em uma área do município de Canutama, destinada aos serviços de recuperação e manutenção da BR-319.
A autorização ambiental contempla o fornecimento de materiais para intervenções no segmento entre os quilômetros 469 e 632, observadas as condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental. Amazonas Atual+1
Obras integram investimento superior a R$ 1,4 bilhão
O projeto federal de melhorias no Trecho do Meio foi dividido em quatro lotes, abrangendo aproximadamente 339 quilômetros de intervenções, com investimentos contratados superiores a R$ 1,45 bilhão, segundo o DNIT.
A ordem de serviço do Lote 4 foi assinada em maio de 2026, permitindo o início das atividades da construtora. Serviços e Informações do Brasil
As intervenções são acompanhadas com expectativa por moradores, caminhoneiros, comerciantes e transportadores que dependem da BR-319 para deslocamentos e abastecimento de municípios amazonenses.
DNIT informou execução de 17 quilômetros de pavimentação
Em levantamento divulgado em outubro, o DNIT informou que aproximadamente 17 quilômetros do Lote 4 haviam recebido Tratamento Superficial Duplo (TSD), técnica de pavimentação que utiliza ligante asfáltico e agregados minerais para melhorar a superfície da estrada.
O volume representa cerca de 5% dos 339,4 quilômetros previstos no conjunto de quatro lotes. Portal do Caubi+1
Retomada do transporte gera expectativa no sul do Amazonas
Para os municípios de Humaitá, Manicoré e outras localidades atendidas pela BR-319, a continuidade dos serviços é importante para o transporte de mercadorias, o deslocamento de passageiros e o acesso a serviços essenciais.
O retorno das carretas ao transporte de cascalho, conforme a informação recebida pela reportagem, indica atividade na cadeia de fornecimento de materiais para as obras.
Entretanto, a data exata da retomada, a quantidade de carretas mobilizadas e o volume de cascalho transportado ainda não foram confirmados oficialmente pela ETAM ou pelo DNIT.
A expectativa agora é que o abastecimento das frentes de serviço contribua para a continuidade das intervenções, respeitando as condições climáticas, os requisitos técnicos e as exigências ambientais.
A BR-319 permanece como uma das principais pautas de infraestrutura do Amazonas, e o avanço efetivo das obras seguirá sendo acompanhado pelas populações que dependem da rodovia.
Fontes: DNIT, Ipaam e informações encaminhadas à reportagem do MVE.











