Aliado de Trump diz que Flávio chegou aos EUA com ajuda de Rubio

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Simón Levy atribui operação ao secretário de Estado e afirma que o senador vai liderar a oposição ao governo Lula do país

O empresário Simón Levy, aliado do presidente norte-americano Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 27, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos. 

Em publicação no X, ele atribuiu a operação a Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, e declarou que o parlamentar vai conduzir a oposição a Luiz Inácio Lula da Silva a partir do território norte-americano.

“Como informei horas atrás, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreveu Levy, em tradução do inglês. “O responsável pela articulação dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e em segurança, Flávio liderará a oposição contra Lula.”

A postagem não detalha como teria ocorrido a viagem nem apresenta documentos que comprovem a participação de Rubio. A declaração de Levy, por si só, não constitui confirmação oficial do governo norte-americano sobre a operação nem sobre eventual concessão de proteção ao parlamentar.

Saída de Flávio do Brasil

Flávio teria deixado o Brasil em uma aeronave de pequeno porte rumo à Argentina. O governo de Javier Milei nega que ele tenha entrado no país sul-americano.

Secretário de Estado dos EUA recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram

O senador embarcou com a família — a mulher e as duas filhas, de 14 e 12 anos — para os Estados Unidos. O irmão do parlamentar Eduardo Bolsonaro já mora no país norte-americano desde o início do ano passado.

O senador deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes e proibi-lo de sair do território brasileiro. 

Moraes expediu às ordens logo depois do resultado do segundo turno das eleições, que anunciaram Lula como presidente reeleito do Brasil. Flávio afirmou que contestaria o resultado, mas recuou em coletiva de imprensa na segunda-feira.

O prazo de entrega dos passaportes terminou na manhã desta terça-feira sem a apresentação dos documentos. A Polícia Federal cancelou os documentos e informou que comunicaria o descumprimento ao magistrado. A medida integra uma investigação que envolve o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. 

Também nesta terça-feira, Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e a deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) apresentaram a Moraes um pedido de prisão preventiva do senador e de inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol. Na petição, os próprios autores reconheceram que a hipótese de saída do Brasil ainda dependia de confirmação oficial.

Já a deputada Erika Hilton (Psol-SP) pediu a Moraes um pedido de bloqueio de bens e contas bancárias do senador e de sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.