JUSTIÇA BARRA ATAQUES DE MARIA DO CARMO: campanha pode perder 620 inserções na TV e no rádio para direito de resposta de Omar Aziz

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Na reta final do segundo turno no Amazonas, decisão judicial atinge propaganda da candidata do PL e abre caminho para Omar Aziz contestar declarações utilizadas contra ele.

Redação MVE

A poucos dias do segundo turno para o Governo do Amazonas, a campanha de Maria do Carmo Seffair (PL) enfrenta um duro revés na Justiça Eleitoral. Uma decisão envolvendo ataques ao senador Omar Aziz (PSD) prevê a destinação de 620 inserções de propaganda eleitoral gratuita, sendo 230 na televisão e 390 no rádio, para garantir direito de resposta ao adversário.

A medida pode representar um impacto significativo na estratégia da candidata, justamente quando cada segundo de propaganda ganha importância na disputa pelo comando do Estado.

O episódio também levanta questionamentos sobre os limites da ofensiva eleitoral de Maria do Carmo e o uso de informações contra adversários políticos.

Ranking dos Políticos está no centro da controvérsia

A disputa judicial envolve declarações da campanha de Maria do Carmo sobre o chamado Ranking dos Políticos, utilizado para questionar a atuação parlamentar de Omar Aziz no Senado Federal.

O problema está na maneira como avaliações de uma organização privada são apresentadas ao eleitorado. Um ranking baseado em critérios próprios não constitui avaliação oficial da Justiça Eleitoral nem medida definitiva da qualidade do trabalho parlamentar.

O direito de resposta permite que Omar conteste as declarações, apresente esclarecimentos e exponha sua versão dos fatos.

A medida, entretanto, não representa automaticamente uma condenação criminal por divulgação de notícias falsas.

Justiça aponta descontextualização de informações

Segundo reportagem do BNC Amazonas, o voto do juiz Diogo Nogueira Franco apontou grave descontextualização de informações na propaganda envolvendo o Ranking dos Políticos.

As 620 inserções equivalem a 310 minutos de direito de resposta, distribuídos entre televisão e rádio.

Entretanto, o veículo identificou uma contradição entre o voto favorável à concessão e o dispositivo do acórdão, que registra indeferimento. Por isso, a efetiva aplicação da medida ainda depende de esclarecimento formal.

Campanha de Maria já sofreu outra derrota judicial

O episódio não é isolado. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) concedeu a Omar Aziz 61 inserções de direito de resposta após considerar irregular uma propaganda da campanha de Maria do Carmo.

Na ocasião, a Justiça entendeu que informações sobre suspeitas de irregularidades na saúde foram apresentadas de maneira a transmitir uma acusação mais grave contra o senador. A propaganda também teve sua reapresentação proibida.

A sucessão de questionamentos judiciais amplia as críticas à estratégia de comunicação adotada pela candidata do PL.

Omar chega à reta final com vantagem expressiva

Enquanto Maria do Carmo enfrenta disputas judiciais envolvendo sua propaganda, Omar Aziz chega ao segundo turno com a vantagem conquistada nas urnas.

Segundo os resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, Omar recebeu 841.846 votos (40,63%), contra 507.335 votos (24,49%) de Maria do Carmo, uma diferença superior a 334 mil votos.

O senador aposta em sua experiência como ex-governador e em propostas para saúde, segurança pública, infraestrutura e geração de empregos para conquistar o eleitorado.

Ataques não podem substituir propostas

O Amazonas enfrenta desafios que exigem soluções concretas, especialmente na saúde, segurança e desenvolvimento dos municípios do interior.

Maria do Carmo tem o direito de questionar a trajetória de Omar Aziz, mas a crítica política deve respeitar os fatos e os limites da legislação eleitoral.

A crítica é legítima. A distorção de informações para atingir adversários, não.

Na reta final da eleição, marcada para domingo (25), os questionamentos judiciais colocam a estratégia de Maria do Carmo sob pressão e reforçam a importância de um debate baseado em propostas e informações confiáveis.

Afinal, quem pretende governar o Amazonas precisa demonstrar responsabilidade não apenas nas promessas, mas também na maneira como conduz sua campanha.