Fumaça vira arma eleitoral: Maria do Carmo ataca Omar, mas não prova ligação com as queimadas

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Candidata associou a aliança entre Omar Aziz e Lula à crise ambiental, mas a gravidade da fumaça exige propostas e responsabilidades apuradas — não apenas acusações de campanha.

A crise da fumaça que atingiu Manaus neste sábado (17) é grave e afeta diretamente a saúde e a rotina da população. Mas, em meio à emergência, a candidata Maria do Carmo (PL) transformou o problema em novo ataque político a Omar Aziz (PSD), associando a aliança dele com o presidente Lula às queimadas no Amazonas. A declaração foi divulgada pelo site Foco no Fato.

Em vídeo, Maria criticou promessas de combate ao fogo e afirmou que elas “acabam virando fumaça”. Também mencionou governos anteriores e citou Omar. A cobrança por medidas concretas é legítima, mas a fumaça, por si só, não comprova que a aliança entre Omar e Lula tenha causado os incêndios — nem substitui a apuração das responsabilidades.

Os números mostram a dimensão do problema: até 15 de outubro, o Amazonas registrava 8.084 focos de queimadas em 2026, cerca de 120% a mais que no mesmo período do ano passado, conforme dados do INPE reunidos pelo Ministério Público de Contas do Estado. Em 16 de outubro, o governo federal informou que havia 188 focos ativos e que uma força-tarefa com 330 brigadistas e 11 aeronaves atuava no combate às chamas.

A situação exige prevenção, fiscalização, combate aos incêndios e proteção à saúde de quem respira o ar poluído. Em vez de reduzir uma tragédia ambiental a uma frase de efeito contra um adversário, Maria poderia apresentar com clareza quais medidas propõe e como pretende executá-las. A população precisa de respostas efetivas — e de responsabilidades apuradas pelos órgãos competentes.