Por MVE
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para defender uma “profunda reforma” no Poder Judiciário e no sistema financeiro nacional[cite: 12]. O posicionamento do magistrado ocorre em meio a repercussões e desgaste provocados por mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) que expuseram reuniões e articulações no gabinete do ministro ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em sua manifestação, o decano classificou o modelo de negócios do Banco Master como “parasitário” e cobrou providências e apurações por parte do Ministério Público Federal (MPF) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a conduta de juízes e advogados envolvidos no caso.
Reuniões no Gabinete e Omissão de Trecho
As investigações da PF revelaram que o ex-banqueiro manteve encontros privados no gabinete do ministro no STF para tratar de ações bilionárias[cite: 12]. Em sua defesa inicial, Gilmar Mendes havia publicado o trecho de uma mensagem em que Vorcaro afirmava que “Gilmar está contra mim”, buscando demonstrar isenção na condução dos processos de precatórios.
No entanto, apurações apontaram que o decano omitiu o trecho inicial do diálogo, no qual o empresário solicitava uma reunião de urgência antes de ser recebido na Corte[cite: 12].
Articulações em Brasília e Contrato de R$ 500 Mil
As mensagens interceptadas pela Polícia Federal também evidenciaram o trânsito do ex-banqueiro junto à cúpula do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República (PGR)[cite: 12]. Em uma das conversas enviadas a advogados, Vorcaro mencionou a presença em um almoço reservado com o procurador-geral Paulo Gonet e com o próprio ministro Gilmar Mendes.
Além do trânsito institucional, as investigações mostraram que uma empresa vinculada a Vorcaro mantinha um contrato de prestação de serviços no valor de R$ 500 mil mensais com o ex-cunhado de Gilmar Mendes, Chiquinho Feitosa.
Diante do avanço das revelações, a manifestação do decano pedindo reformas e o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios é vista nos bastidores de Brasília como uma tentativa de conter danos e afastar a crise de imagem sobre o Supremo.











