Como a nova regra de estrangeiros vai impactar o futebol brasileiro: veja número por time na Série A

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Limitação de estrangeiros pulou de três, em 2013, para nove nesta temporada

Por: MVE

Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram em reunião na sede da CBF, realizada nesta segunda-feira (21), uma mudança expressiva no regulamento das competições nacionais: a redução gradual no limite de jogadores estrangeiros permitidos por partida. A medida tem como principal objetivo frear o crescimento acentuado de atletas de fora do país e abrir espaço para a valorização de jovens talentos formados na base brasileira.

O cronograma de redução até 2030

Atualmente, o regulamento permite que cada clube relacione até nove jogadores estrangeiros por súmula de jogo. Com a nova diretriz aprovada, o teto passará por cortes gradativos nos próximos anos:

  • 2026: 9 jogadores (limite atual)
  • 2027: 8 jogadores
  • 2028: 7 jogadores
  • 2029: 6 jogadores
  • 2030: 5 jogadores

Restrições de listas e incentivo à base

Além da queda no número de gringos na súmula, a CBF instituiu regras de inscrição para o Brasileirão a partir de 2027, dividindo os elencos em duas listas (Lista A e Lista B, sendo esta última exclusiva para jogadores sub-23, independentemente de terem sido formados no clube):

  • 2027: 30 jogadores na Lista A / 20 na Lista B
  • 2028: 29 jogadores na Lista A / 21 na Lista B
  • 2029: 27 jogadores na Lista A / 23 na Lista B
  • 2030: 25 jogadores na Lista A / 25 na Lista B

A motivação por trás das mudanças baseia-se em um levantamento da entidade que apontou uma queda expressiva nos minutos jogados por atletas sub-23 brasileiros nos últimos anos, impulsionada pelo forte processo de internacionalização dos elencos — que contam hoje com mais de 170 estrangeiros atuando no país.

Enquanto grande parte dos clubes da Série A já se enquadra nas novas propostas estruturais, a adequação dos plantéis exigirá planejamento estratégico das diretorias para as próximas janelas de transferência, equilibrando a competitividade técnica e o fomento às categorias de base nacionais.

Estrangeiros em cada clube:

  • Athletico-PR (11 estrangeiros): Carlos Terán, Aguirre, Vargas, Alejandro García, Portilla, Viveros, Jorge Rivaldo e Mendoza (Colômbia), Lucas Esquivel, Benavidez e Zapelli (Argentina)
  • Atlético-MG (9 estrangeiros): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Borbas, Tomás Pérez e Cuello (Argentina); Cassierra e Kevin Castaño (Colômbia) e Mamady Cissé (Guiné)
  • Bahia (9 estrangeiros): Alejo Véliz, Guido Herrera, Lautaro López, Sanabria e Román Agustín Gómez (Argentina); Marco Moreno (Espanha); Michel Araújo, Kike Oliveira e Acevedo (Uruguai)
  • Bragantino (8 estrangeiros): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia), Sosa (Uruguai); Sant’Anna, Guzmán Rodríguez (Uruguai), Isidro Pitta (Paraguai), Hurtado (Equador)
  • Chapecoense (5 estrangeiros): Borrero (Colômbia), Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi (Uruguai); Bolasie (RD Congo) e Kevin Ramírez (Uruguai)
  • Corinthians (7 estrangeiros): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); Memphis (Holanda)
  • Coritiba (7 estrangeiros): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia) e Josué (Portugal)
  • Cruzeiro: (9 estrangeiros): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero, Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador) e Peralta (Paraguai)
  • Botafogo (12 estrangeiros): Mateo Ponte, Lucas Monzón Lucas Villalba( Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina, Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Loor (Equador); Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá)
  • Flamengo (10 estrangeiros): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz, Varela (Uruguai); Pulgar (Chile), Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia), Plata e Valencia (Equador)
  • Fluminense (9 estrangeiros): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán, Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela)
  • Grêmio (10 estrangeiros): Krovinovic (Croácia), Enamorado (Colômbia), Nardoni e Pavón (Argentina), Jovane Cabral (Cabo Verde), Noriega (Peru), Amuzu (Bélgica); Balbuena e Villasanti (Paraguai); Braithwaite (Dinamarca)
  • Internacional (10 estrangeiros): Rochet (Uruguai) Maripán (Chile); Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre, Villagra (Argentina); Benjamin (Gana), Carbonero (Colômbia) e Sanabria (Paraguai); Eliasson (Suécia)
  • Palmeiras (8 estrangeiros): Barboza, Emiliano Martínez, e Piquerez (Uruguai); Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); Jhon Arias (Colômbia)
  • Santos (6 estrangeiros): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); Miguelito (Bolívia)
  • São Paulo (7 estrangeiros): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Diaz (Argentina), Buta (Angola), Bobadilla (Paraguai)
  • Vitória (6 estrangeiros): Brítez, Pochettino, Martínez, Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); Laquintana (Uruguai)
  • Vasco (11 estrangeiros): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colídio, Lescano, Sosa e Spinelli (Uruguai); Nuno Moreira (Portugal)
  • Remo (6 estrangeiros): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Camarões); Catarozzi e Tassano (Uruguai) Picco (Argentina) e Galeano (Paraguai)