Por: Redação MVE
Brasília – quarta-feira, 23 de setembro de 2026
A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (23) para impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilize imagens e trechos de seu discurso na Assembleia Geral da ONU em sua propaganda eleitoral.
A ação argumenta que o petista transformou um evento diplomático oficial, realizado em Nova York, em um “palanque político”. Segundo a defesa, a fala incluiu menções diretas à disputa eleitoral e temas recorrentes nos atos de campanha do partido, desvirtuando o papel institucional de chefe de Estado.
“A fala de Lula era de um candidato. Não de um chefe de Estado. A ONU, no entanto, não é palanque”, aponta o documento assinado pela equipe jurídica.
Precedente de 2022
Os advogados destacam na petição que, nas eleições presidenciais de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro foi proibido pela Justiça Eleitoral de inserir na propaganda trechos de seu pronunciamento feito na tribuna da ONU. A coligação opositora sustenta que o mesmo entendimento e rigor técnico devem ser aplicados ao atual mandatário para evitar desequilíbrio na corrida eleitoral.
O pedido direcionado ao TSE requer a concessão de tutela liminar urgente para vetar a veiculação do material em rádio, TV e redes sociais, além de estipular multas pecuniárias em caso de descumprimento por parte da coligação governista. Até o momento da publicação, a campanha do presidente Lula não havia se manifestado sobre a representação.











