Por: Redação MVE
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (18), a segunda fase da Operação Infiltrados, destinada a prender quatro suspeitos de ocupar posições de liderança em uma organização criminosa investigada pelo desvio de aproximadamente R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
Os mandados de prisão preventiva são cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado acessos indevidos a dados sigilosos para realizar a retirada eletrônica de valores ligados ao banco público.
Além das suspeitas de fraude bancária, a nova fase apura tentativas de interferência no trabalho das autoridades. Segundo a PF, mesmo depois de buscas, apreensões e indiciamentos, integrantes da organização teriam continuado agindo para dificultar o andamento da ação penal.
Ameaças e tentativa de cooptação
Entre as condutas investigadas estão ameaças contra agentes responsáveis pelo caso e tentativas de cooptar servidores da Justiça Federal. A suspeita é de que o grupo buscava obter informações privilegiadas e criar obstáculos ao avanço das apurações.
A Polícia Federal também identificou a possível participação de servidores públicos e de outros integrantes responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas. Pessoas ligadas à contravenção teriam prestado apoio à estrutura criminosa.
As descobertas ampliaram a dimensão do caso, inicialmente concentrado nas fraudes contra clientes da Caixa, e revelaram indícios da existência de uma rede destinada a proteger os envolvidos e comprometer o trabalho dos investigadores.
Primeira fase identificou desvio milionário
As investigações começaram na Operação Trampo, primeira etapa do caso. Na ocasião, a PF identificou que aproximadamente R$ 45 milhões teriam sido subtraídos de contas de correntistas e beneficiários da Caixa por meio do acesso indevido a informações bancárias sigilosas.
Em julho, cerca de 120 policiais federais cumpriram 25 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio, no estado do Rio, além de Indaiatuba e Salto, em São Paulo.
Com o aprofundamento das apurações, os agentes chegaram aos suspeitos de comandar a organização e reuniram indícios de possíveis tentativas de obstrução da investigação.
Crimes investigados
Os envolvidos já respondem por suspeitas de furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Eles também poderão ser responsabilizados por obstrução violenta da Justiça e violação de sigilo funcional, além de outros crimes que venham a ser identificados.
A Operação Infiltrados prossegue com o objetivo de esclarecer a atuação de cada investigado, identificar todos os participantes do esquema e apurar o destino dos recursos supostamente retirados das contas das vítimas.
As informações sobre a segunda fase foram divulgadas pela Polícia Federal e publicadas pelo R7.











