Caiado diz que Brasil pode passar por “mexicanização” se PT continuar no poder

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Governador de Goiás e pré-candidato à Presidência faz nova crítica ao governo Lula e alerta para avanço do crime organizado no país

Por: Redação MVE

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o Brasil pode passar por um processo de “mexicanização” caso o Partido dos Trabalhadores (PT) permaneça no comando do governo federal. A declaração foi feita em entrevista recente e integra uma série de críticas do político à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Caiado, o termo “mexicanização” se refere ao avanço do poder de facções criminosas sobre estruturas do Estado e da economia, situação que, em sua avaliação, já apresenta sinais de crescimento no Brasil.

O ex-governador de Goiás argumenta que o narcotráfico estaria ampliando sua influência e que o país corre o risco de ver organizações criminosas ocupando espaços cada vez maiores na política e na economia formal. Ele também defende mudanças mais rígidas na legislação de segurança pública como forma de conter esse avanço.

A declaração se soma a outras falas recentes do pré-candidato, que tem concentrado seu discurso em temas ligados à segurança pública, combate às facções e fortalecimento das forças policiais. Em diferentes ocasiões, Caiado já criticou o governo federal por suposta falta de firmeza no enfrentamento ao crime organizado.

O uso do termo “mexicanização” é controverso no debate político, pois remete ao cenário de violência e influência de cartéis no México, frequentemente citado em discussões sobre segurança na América Latina.

Do outro lado, aliados do governo Lula costumam rebater esse tipo de declaração, afirmando que há exagero retórico e politização do tema da segurança pública, além de destacar ações federais de combate ao crime e integração com estados.

A fala ocorre em meio à intensificação do clima pré-eleitoral de 2026, com nomes da oposição buscando se consolidar como alternativas ao atual governo.

A tendência é que o tema da segurança pública siga no centro do debate político nacional ao longo dos próximos meses, especialmente entre pré-candidatos que disputam espaço no campo da direita e centro-direita.