Por: Redação MVE
Rio de Janeiro – Um novo conjunto de análises periciais sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, reforça a conclusão de que o caso não foi resultado de acidente doméstico, como queda da cama ou qualquer tipo de manobra de reanimação, e aponta que a causa da morte está relacionada a agressões físicas graves.
As informações fazem parte de laudos complementares e manifestações técnicas anexadas ao processo judicial ao longo das investigações e etapas periciais do caso, que seguem em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.
Perícia aponta hemorragia interna e lesões múltiplas
De acordo com os documentos periciais já divulgados ao longo do processo, a morte de Henry foi causada por hemorragia interna decorrente de laceração hepática, provocada por ação contundente — ou seja, impacto violento na região abdominal.
Os laudos também indicam a presença de cerca de 23 lesões distribuídas pelo corpo da criança, incluindo regiões da cabeça, tórax e abdômen, padrão que, segundo os peritos, não é compatível com queda acidental de baixa altura ou com manobras de massagem cardíaca realizadas em ambiente hospitalar.
Hipótese de acidente é descartada por especialistas
As análises técnicas reforçam que a quantidade, a distribuição e a intensidade das lesões observadas no corpo da criança afastam a possibilidade de acidente doméstico simples, como queda de cama.
Peritos também destacam que a combinação de ferimentos internos e externos indica sucessivos episódios de violência, incompatíveis com uma única ocorrência acidental.
Caso teve múltiplas perícias ao longo das investigações
Desde o início do caso, diferentes laudos foram produzidos pelo Instituto Médico Legal (IML) e por equipes técnicas do Ministério Público, além de perícias complementares solicitadas no decorrer do processo judicial.
Esses documentos reforçam, de forma consistente, que as lesões foram provocadas por ação violenta e não por acidente doméstico, consolidando a linha de investigação da acusação.
Defesa questiona interpretações dos laudos
Ao longo do processo, as defesas dos réus contestaram parte das conclusões periciais, alegando divergências técnicas, interpretações incompletas e questionamentos sobre a metodologia utilizada em determinados exames.
No entanto, as decisões judiciais têm mantido a validade das provas periciais, que seguem sendo utilizadas como base central da acusação.
Caso segue em fase judicial
O caso Henry Borel, ocorrido em 2021 no Rio de Janeiro, continua em tramitação na Justiça, com expectativa de julgamento pelo Tribunal do Júri. Os réus respondem por homicídio qualificado, e o processo é considerado um dos mais emblemáticos do país envolvendo violência contra criança.
As novas análises periciais reforçam o entendimento de que a morte não decorreu de acidente doméstico, mas sim de violência física grave, segundo os documentos anexados ao processo.
Repercussão e impacto
O caso teve grande repercussão nacional e impulsionou debates sobre proteção à infância e violência doméstica, além de ter motivado a criação de legislações e mecanismos de denúncia e prevenção de crimes contra crianças no Brasil.
As investigações e perícias continuam sendo acompanhadas de perto por autoridades, familiares e sociedade civil, em busca de definição judicial definitiva sobre o caso.
