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Caiado diz que Lula “entregou o Brasil às facções” e transforma segurança pública em arma contra o PT

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a subir o tom contra o governo Lula ao afirmar que o Brasil perdeu soberania para o crime organizado. Durante entrevista nesta sexta-feira (22), Caiado acusou o governo federal de não possuir uma política eficiente de combate ao narcotráfico e declarou que facções criminosas passaram a dominar partes do território nacional.

A fala rapidamente repercutiu no meio político e reacendeu o debate sobre segurança pública, um dos temas mais sensíveis para o governo petista.

“Que soberania?”

Na declaração que ganhou destaque nacional, Caiado questionou diretamente o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre soberania nacional.

“Que soberania, Lula? Você já entregou o Brasil para as facções.”

Segundo o ex-governador, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho se transformaram em verdadeiras “multinacionais do crime”, ampliando poder financeiro, territorial e operacional em diversas regiões do país.

Facções como organizações terroristas

Caiado também afirmou que, caso seja eleito presidente em 2026, pretende enviar ao Congresso Nacional uma proposta para classificar facções criminosas como organizações terroristas.

Segundo ele, isso permitiria ampliar o uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado.

O pré-candidato declarou que pretende utilizar:

  • Exército;
  • Marinha;
  • Aeronáutica;
  • inteligência integrada;
  • tecnologia avançada;
  • operações nacionais de retomada territorial.

A proposta já vem sendo defendida por setores da direita e por aliados ligados ao bolsonarismo.

Segurança pública vira eixo da campanha de 2026

A fala reforça o posicionamento de Caiado como um dos nomes mais duros da direita na pauta da segurança pública. Nos bastidores políticos, aliados avaliam que o tema pode se transformar em uma das principais armas eleitorais contra Lula em 2026.

Ex-governador de Goiás, Caiado costuma usar os índices de segurança do estado como vitrine política nacional.

Ele também afirmou que Goiás utiliza desde 2025 plataformas de inteligência artificial voltadas à prevenção de crimes antes mesmo de sua execução.

Críticas ao governo Lula aumentam

Nos últimos meses, Caiado intensificou ataques ao PT e ao presidente Lula, especialmente em temas ligados a:

  • segurança pública;
  • agronegócio;
  • soberania nacional;
  • facções criminosas;
  • relação do governo com pautas ideológicas.

Em declarações anteriores, o ex-governador já chegou a acusar o PT de “conviver bem com o narcotráfico” e chamou Lula de “embaixador de facções”, falas que geraram forte reação de aliados do governo.

Tema preocupa o Planalto

A segurança pública é considerada hoje uma das áreas de maior desgaste para o governo federal. Pesquisas recentes mostram crescimento da preocupação da população com:

  • violência urbana;
  • avanço das facções;
  • narcotráfico;
  • sensação de insegurança;
  • domínio territorial do crime organizado.

Enquanto isso, a oposição tenta consolidar a narrativa de que o governo Lula seria fraco no enfrentamento ao crime.

Polarização deve aumentar

Com a aproximação das eleições presidenciais de 2026, a tendência é que o discurso sobre segurança pública se torne ainda mais agressivo entre governo e oposição.

Caiado tenta ocupar espaço como representante de uma direita mais ligada ao combate duro ao crime organizado, enquanto o PT busca evitar que a pauta da violência se transforme em um dos principais focos de desgaste eleitoral.

A declaração sobre “entregar o Brasil às facções” mostra que a disputa política em torno da segurança pública já entrou oficialmente no centro do debate presidencial.