Por: [Manuel Menezes]
HUMAITÁ, AM – A Prefeitura Municipal de Humaitá, de forma conjunta com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), emitiu uma contundente Nota de Repúdio enviada à nossa redação na manhã desta terça-feira (19). O documento manifesta, de maneira veemente e inequívoca, a profunda indignação do poder público contra a conduta violenta protagonizada pelo vereador Dr. Amadeu. O caso ocorreu na última segunda-feira, 18 de maio de 2026, nas dependências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O Episódio de Violência no CRAS
De acordo com o relato oficial da SEMAS, a secretaria realizava uma ação social de distribuição de cestas básicas no prédio do CRAS. A atividade dava continuidade às celebrações em parceria com o Governo do Estado do Amazonas pelo aniversário do município de Humaitá.
Ao chegar ao local, o vereador Dr. Amadeu demonstrou indignação e agiu com agressividade. Utilizando de força física, o parlamentar arrombou e destruiu a porta da sala de reuniões da instituição para forçar a sua entrada.
Com o impacto do arrombamento, uma servidora pública que estava trabalhando dentro da sala foi atingida. A funcionária sofreu lesões físicas no braço, no quadril e na costela do lado direito. Na nota, a prefeitura destaca que o ato configurou uma “grave violação do patrimônio público e à integridade física e dignidade da servidora”.
Executivo exige aplicação da Lei Maria da Penha
A nota da SEMAS adota um tom rígido ao condenar o abuso por parte do agente político, lembrando o papel que ele deveria exercer na sociedade.
“É inadmissível que um representante eleito utilize de violência, intimidação e desrespeito contra servidores públicos, especialmente contra uma mulher, em um espaço institucional destinado ao atendimento social da comunidade”.
O governo municipal expressou solidariedade integral à vítima e reforçou que nenhum trabalhador ou mulher deve ser exposto a riscos ou constrangimentos no exercício de suas funções.
Pedido de Responsabilização
Diante do ocorrido, a Prefeitura de Humaitá e a SEMAS cobraram publicamente que sejam adotadas todas as providências necessárias para apurar os fatos com o máximo rigor nas esferas civil, penal e administrativa. O órgão municipal exige, inclusive, a aplicação das punições e medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, assegurando que o agressor responda legalmente pelos seus atos e que a segurança da servidora e dos demais profissionais seja garantida.
A nota encerra reiterando o compromisso irrevogável da gestão com a legalidade, o respeito institucional, a proteção às mulheres e a integridade de todos os servidores que trabalham em prol da população.
