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Após derrota na tentativa de colocar Messias no STF, Lula é aconselhado a adiar outra indicação e dispara: “filhos da p.”

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A tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar um novo ministro ao Supremo Tribunal Federal acabou se transformando em mais um capítulo de tensão política dentro do governo.

Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado — um episódio considerado histórico — o clima nos bastidores do Palácio do Planalto azedou. Segundo relatos, Lula reagiu com irritação e chegou a chamar aliados de “filhos da p.” ao comentar a articulação política que derrubou sua indicação.

A derrota não foi comum.

Pela primeira vez em mais de um século, um indicado ao STF foi barrado pelo Senado, o que expôs fragilidade na articulação política do governo federal.

Nos bastidores, a avaliação é que o problema não veio apenas da oposição.

O próprio governo enfrenta divisões internas, com críticas direcionadas a aliados que, segundo o presidente, não atuaram para garantir a aprovação do nome indicado.

Diante do cenário, Lula foi aconselhado a recuar.

Interlocutores do Judiciário e da política sugeriram que o presidente adie uma nova indicação ao Supremo até que o ambiente político esteja menos tensionado.

A estratégia seria evitar um novo desgaste — e uma possível segunda derrota.

A crise também abre espaço para mudanças no governo.

Entre as possibilidades discutidas estão alterações na equipe ministerial, principalmente na área da Justiça, onde há críticas internas sobre a condução política do processo.

Além disso, novos nomes começam a circular nos bastidores como possíveis indicados ao STF, como Bruno Dantas e Daniela Teixeira, mostrando que a disputa pela vaga segue aberta.

O episódio revela mais do que uma derrota pontual.

Ele escancara dificuldades do governo em manter coesão política, mesmo com base aliada, e levanta dúvidas sobre a capacidade de articulação em temas estratégicos.

Em um momento em que o STF já ocupa papel central nas decisões do país, a escolha de um ministro se torna ainda mais sensível — tanto do ponto de vista jurídico quanto político.

Nos bastidores de Brasília, o recado já foi dado:

a disputa pelo Supremo não é apenas técnica.

É política.

E, neste caso, terminou em derrota — e crise.