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Paulinho da Força rompe com Lula e dispara: “governa só para quem o visitava na cadeia”

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A crise política entre aliados e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um novo capítulo com declarações duras do deputado Paulinho da Força, que rompeu publicamente com o presidente e acusou o Planalto de governar apenas para um grupo restrito.

Em entrevista recente, o parlamentar afirmou que Lula estaria priorizando relações pessoais construídas durante o período em que esteve preso, deixando de lado interlocutores políticos que não fizeram parte desse círculo. “O Lula está governando apenas para quem o visitava na cadeia”, disse, ao criticar diretamente a condução política do governo.

A declaração veio após uma sequência de derrotas do governo no Congresso, incluindo a derrubada de veto presidencial e a rejeição de indicações importantes. Para Paulinho, os reveses não são acaso, mas consequência direta da falta de diálogo com deputados e senadores. Ele apontou que o governo “não conversa ou não escuta”, o que tem enfraquecido sua base política.

O rompimento chama atenção porque o deputado foi aliado histórico do PT e apoiou Lula em eleições anteriores. Agora, no entanto, afirma que não pretende mais apoiar o presidente e vê um governo distante da articulação política que marcou os primeiros mandatos petistas.

Além da crítica pessoal, o discurso carrega um peso político mais amplo. Ao dizer que o governo atende apenas a um grupo específico, Paulinho reforça uma narrativa que vem sendo explorada por setores da oposição: a de que o Executivo perdeu capacidade de diálogo e governabilidade em um Congresso cada vez mais independente.

O episódio também evidencia uma mudança no cenário político. Parlamentares que antes integravam a base aliada começam a adotar postura mais crítica, ampliando a pressão sobre o governo em votações estratégicas.

No fim, a fala de Paulinho da Força não é apenas um ataque isolado — é um sinal claro de desgaste político e de um ambiente cada vez mais fragmentado em Brasília.

E, nesse cenário, cada ruptura pesa — porque governar sem base sólida no Congresso significa enfrentar derrotas constantes e perda de controle sobre a própria agenda.