A ação judicial movida pelo Observatório do Clima para barrar o asfaltamento da BR-319 provocou forte reação do senador Eduardo Braga, que criticou duramente a iniciativa e reforçou a defesa da obra como essencial para o desenvolvimento do Amazonas.
A organização ingressou na Justiça Federal pedindo a suspensão dos editais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) relacionados à pavimentação da rodovia, especialmente no chamado “trecho do meio”, alegando falta de licenciamento ambiental completo e riscos de desmatamento.
Diante disso, Eduardo Braga reagiu de forma contundente e afirmou que a tentativa de barrar a obra ignora a realidade da população amazonense.
“Não podemos aceitar que o Amazonas continue isolado por decisões que não levam em conta a vida de quem mora aqui”, declarou o senador.
Braga destacou que a BR-319 é uma necessidade histórica e estratégica para o estado.

“Essa estrada não é um luxo, é uma necessidade. Estamos falando de transporte de alimentos, de remédios, de desenvolvimento econômico e de dignidade para o nosso povo”, afirmou.
O parlamentar também criticou a atuação de organizações que buscam impedir o avanço da obra.
“É preciso ter responsabilidade com o futuro da Amazônia, mas também com as pessoas que vivem nela. Não dá para travar o desenvolvimento de uma região inteira sem apresentar alternativas reais”, disse.
A rodovia liga Manaus a Porto Velho e é considerada a principal conexão terrestre do Amazonas com o restante do país. A pavimentação é vista por lideranças locais como fundamental para reduzir custos logísticos, melhorar o acesso a serviços básicos e impulsionar a economia.

Por outro lado, o Observatório do Clima sustenta que o asfaltamento, sem o cumprimento rigoroso das exigências ambientais, pode provocar aumento do desmatamento, ocupações irregulares e pressão sobre áreas protegidas, o que justificaria a ação judicial.
Para Eduardo Braga, é possível conciliar preservação ambiental com desenvolvimento.
“Defendemos o meio ambiente, mas também defendemos o direito do povo amazonense de se desenvolver. Uma coisa não pode excluir a outra”, concluiu.
O caso agora segue na Justiça, enquanto o debate se intensifica entre diferentes setores da sociedade, evidenciando o conflito entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico na Amazônia.












