A nova fase da Operação Impacto, realizada na madrugada deste domingo (26), em Manaus, resultou na interdição de uma adega, no encerramento de dois bares e na detenção de um comerciante por suspeita de venda de bebida alcoólica para adolescentes. A ação reuniu forças da Polícia Militar do Amazonas, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e órgãos da rede de proteção à criança e ao adolescente.
Apesar dos resultados imediatos, a operação levanta um debate recorrente: ações pontuais são suficientes para conter um problema estrutural?
No bairro Alvorada, um estabelecimento foi lacrado por ordem do Juizado da Infância e Juventude Infracional após reincidência — anteriormente, o local já havia sido flagrado com dezenas de menores consumindo álcool. O caso expõe uma falha grave: a continuidade das irregularidades mesmo após fiscalizações anteriores.
Na zona leste, adolescentes foram novamente encontrados consumindo bebida alcoólica, desacompanhados. Situações como essa indicam que, além da responsabilidade dos comerciantes, há também uma fragilidade no controle familiar e social, bem como na fiscalização contínua.

A operação, que contou ainda com apoio da Polícia Civil do Amazonas, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas, reforça o esforço integrado do poder público. No entanto, especialistas apontam que medidas repressivas, isoladas, tendem a ter efeito temporário.
Outro ponto que chama atenção é o fenômeno dos chamados “rolezinhos”, frequentemente associados ao consumo de álcool por menores e a outras irregularidades. A repetição dessas ocorrências sugere que o problema vai além da segurança pública, envolvendo também políticas de educação, lazer e inclusão social para jovens.
⚖️ Embora a atuação da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Amazonas e do Conselho Tutelar seja essencial na proteção de adolescentes, a realidade mostra que a prevenção ainda não acompanha o ritmo das infrações.
Diante desse cenário, a Operação Impacto evidencia um paradoxo: ao mesmo tempo em que demonstra presença do Estado, também revela lacunas persistentes na fiscalização contínua e na prevenção, permitindo que práticas ilegais se repitam.
📌 Fotos: Lincoln Ferreira / Sejusc











