Por: [Manuel Menezes]
HUMAITÁ (AM) – O município de Humaitá vive um novo momento no setor primário ao assumir protagonismo na produção de alevinos em laboratório, consolidando-se como referência no sul do Amazonas e abrindo caminho para um modelo que pode ser replicado em outras regiões do país.
A transformação é resultado direto da gestão do prefeito Dedei Lobo, que reativou o Centro Reprodutor de Alevinos, devolvendo à cidade uma estrutura estratégica que estava desativada e que agora volta a impulsionar a economia local.
Com tecnologia adequada, sistemas intensivos conseguem alcançar produção de até 18 toneladas por hectare ao ano, elevando significativamente a produtividade do setor.
Parceria amplia alcance e integra municípios
A iniciativa já rompeu as barreiras municipais com a parceria firmada com Apuí, ampliando a distribuição e fortalecendo o setor produtivo no sul do estado.

O vereador Fernando Piazão destacou a importância da união entre os municípios:
“Estamos aqui aprendendo como funciona o laboratório e levando esse conhecimento para o produtor apuiense. Essa parceria vai fortalecer muito a piscicultura no nosso município”, afirmou.
Produção garante oportunidade e segurança ao produtor
Com a retomada do centro, os alevinos já começam a chegar aos produtores, garantindo mais segurança para quem investe na criação de peixes e fortalecendo a economia rural.
O secretário de Agricultura Amarildo reforçou o impacto da ação:

“Os alevinos já estão sendo preparados para distribuição, tanto para Humaitá quanto para Apuí. Isso fortalece o setor produtivo e gera desenvolvimento para toda a região”, destacou.
Modelo que projeta Humaitá para além do Amazonas
Mais do que uma ação pontual, a reativação do Centro Reprodutor de Alevinos posiciona Humaitá como referência em gestão voltada ao setor primário.
A iniciativa passa a ser vista como um modelo que pode inspirar outras prefeituras do Brasil, especialmente em regiões que buscam alternativas sustentáveis de geração de renda e fortalecimento da produção rural.
Produção em laboratório: tecnologia que muda o jogo
Diferente da reprodução natural, o tambaqui — principal espécie cultivada na região — não se reproduz em cativeiro sem intervenção técnica, sendo necessário o uso de indução hormonal controlada em laboratório para garantir a produção de alevinos.
Esse processo envolve:
- Seleção de matrizes (reprodutores)
- Aplicação hormonal para indução da desova
- Incubação dos ovos em ambiente controlado
- Desenvolvimento das larvas até a fase de alevinagem
Após a eclosão, os peixes passam por fases bem definidas: larva, pós-larva e alevino, exigindo controle rigoroso de temperatura, oxigenação e alimentação.
Alevino: base de toda a cadeia produtiva
Na piscicultura moderna, o alevino é considerado o ponto mais crítico da produção. Um sistema eficiente depende diretamente de três pilares:
- Manejo adequado
- Nutrição de alta qualidade (proteína acima de 40% na fase inicial)
- Controle da densidade nos tanques
A qualidade do alevino define todo o desempenho futuro do peixe, impactando crescimento, resistência e rentabilidade do produtor.
Tambaqui: espécie estratégica da Amazônia
O tambaqui (Colossoma macropomum) é hoje uma das espécies mais importantes da piscicultura brasileira, especialmente na região Norte.
Entre seus diferenciais estão:
- Crescimento rápido
- Alta resistência
- Excelente adaptação ao clima amazônico
- Forte aceitação no mercado consumidor
Gestão deixa marca e projeta futuro
Com estrutura, produção ativa e parcerias em expansão, Humaitá consolida um novo ciclo de desenvolvimento baseado no fortalecimento do setor primário.
Ao final da agenda, o prefeito Dedei Lobo reforçou o compromisso com o futuro da região:
“Nosso objetivo é incentivar o produtor, fortalecer a piscicultura e garantir que Humaitá continue sendo referência. Estamos trabalhando não só pelo presente, mas deixando um legado para toda a região e para quem acredita no setor primário”, afirmou.
*Com informações acriticadehumaita











