HUMAITÁ (AM) – O município de Humaitá, no sul do Amazonas, amanheceu neste sábado de Aleluia mergulhado no escuro. Desde a madrugada, diversos bairros registram falta de energia elétrica, provocando revolta generalizada da população e reacendendo críticas à atuação da Amazonas Energia.
Relatos que circulam nas redes sociais apontam que o apagão não foi pontual. Moradores descrevem horas sem energia, oscilações frequentes e prejuízos diretos dentro de casa e no comércio, em mais um episódio que, segundo a população, já virou rotina.
Em vídeos e publicações, o sentimento é de indignação. “Estamos cansados das falhas no fornecimento”, diz uma das mensagens que viralizou, refletindo o desgaste coletivo diante da precariedade do serviço.
Falta de energia não é novidade — é recorrente
O apagão deste sábado não é um caso isolado. A crise energética no interior do Amazonas vem se arrastando há meses — e, em alguns municípios, já virou problema crônico.
Levantamento da Defensoria Pública do Estado mostrou que moradores de comunidades de Humaitá chegaram a enfrentar até 15 dias sem energia ao longo de um único mês, além de perdas de alimentos e danos a eletrodomésticos causados por quedas e oscilações.
A própria instituição apontou que as falhas são repetidas e estruturais, afetando diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.
População paga, mas não tem serviço de qualidade
O que mais revolta os moradores é a sensação de abandono. Mesmo com contas pagas regularmente, o fornecimento continua instável — e, muitas vezes, sem qualquer aviso prévio.
Segundo a própria concessionária, interrupções programadas deveriam ser informadas com antecedência mínima de 72 horas.
Na prática, porém, o que a população denuncia é o oposto: apagões inesperados, longos períodos sem energia e falta de comunicação.
O novo apagão em Humaitá expõe, mais uma vez, uma realidade difícil de ignorar:
a energia elétrica — um serviço essencial — está sendo entregue de forma instável, imprevisível e, muitas vezes, desrespeitosa com a população.
Em pleno sábado de Aleluia, famílias amanhecem sem luz, com calor intenso, alimentos se perdendo e atividades paralisadas — enquanto a resposta oficial, quando existe, costuma ser lenta ou insuficiente.











