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MST mobiliza militância em 24 Estados e invade 14 propriedades

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As invasões ocorreram em Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins

No início de março de 2026, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveram uma nova rodada de invasões.

Sob a bandeira da chamada “Reforma Agrária Popular”, grupos ligados ao movimento organizaram ações coordenadas em diversas regiões do país, incluindo marchas, bloqueios e invasões de propriedades rurais.

Entre os dias 8 e 12 de março, o MST afirmou ter mobilizado mais de 15 mil participantes durante a chamada Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, realizada em 24 Estados e no Distrito Federal.

As atividades incluíram assembleias, atos políticos e invasões de áreas classificadas pelo movimento como latifúndios improdutivos.

Segundo o próprio MST, ao menos 14 propriedades foram alvo de invasões durante o período.

As ações ocorreram em Estados como Pernambuco — onde se concentraram sete ocupações — além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins.

Segundo juristas, esse tipo de ação, frequentemente apresentado como forma de pressão política, viola o direito de propriedade e gera insegurança jurídica no campo.

Invasões

Na Região Amazônica, mulheres invadiram, em 9 de março, a Fazenda Santo Hilário, em Araguatins (TO), uma área de 2.462 hectares transferida à União em 2020, mas cuja posse permanecia irregular.

Segundo os invasores, o Incra não cumpriu o prazo de vistoria, e diversas famílias ligadas ao MST seguem aguardando assentamento.

Em Roraima, militantes participaram das manifestações do 8 de Março, cobrando políticas públicas para combater a violência de gênero.

Nordeste

No Nordeste, o grupo invadiu, em Palmeirais (PI), uma área da empresa Suzano; enquanto em Alagoas, mulheres do MST invadiram instalações da Mineração Vale Verde em Craíbas.