Por: [Manuel Menezes]
O clima político em Humaitá voltou a esquentar nesta semana após o ex-prefeito Herivâneo Seixas divulgar uma nota de repúdio contundente em resposta a declarações feitas pelo atual presidente da Câmara Municipal, Manoel Domingos.
Na manifestação pública, Herivâneo afirma que suas declarações anteriores não mencionaram diretamente o nome do presidente do Legislativo, mas mesmo assim geraram reação dentro da Câmara.
Para o ex-prefeito, o episódio revela um problema maior: a dificuldade de parte da classe política em aceitar críticas públicas.
“Em nenhum momento citei o nome do vereador presidente. Minhas falas foram de caráter geral, dentro do direito de manifestação e crítica garantido a qualquer cidadão.”
“Quem exerce cargo público precisa aceitar críticas”
Herivâneo afirmou que agentes públicos precisam entender que críticas fazem parte da democracia e que cargos políticos não podem ser blindados do debate público.
Segundo ele, quando alguém assume função de representação popular, automaticamente passa a estar sujeito ao questionamento da sociedade.
“Todo agente público, inclusive presidente da Câmara, está sujeito às críticas dos cidadãos.”
Ataque direto ao que chamou de “política de aparição”
O ponto mais duro da nota veio quando o ex-prefeito criticou o que classificou como política de aparição, onde alguns políticos aparecem apenas em momentos pontuais, mas sem apresentar resultados concretos.
Segundo Herivâneo, a população já percebe esse comportamento.
“Muitos políticos se escondem e aparecem apenas para realizar audiências públicas que, na prática, pouco resultado trazem para a população.”
A declaração foi interpretada nos bastidores como uma crítica direta ao funcionamento de parte da política local, especialmente quando o assunto envolve agendas públicas que geram repercussão política, mas poucos resultados práticos.
Diárias e viagens entram no debate
Outro trecho da nota que chamou atenção foi quando Herivâneo mencionou o uso de viagens institucionais.
Sem citar nomes, o ex-prefeito afirmou que alguns políticos utilizam essas agendas para justificar deslocamentos e recebimento de diárias, enquanto os resultados para a população continuam limitados.
Segundo ele, esse tipo de prática precisa ser debatido com mais transparência.
“Alguns se aproveitam dessas situações para realizar viagens para Brasília, Manaus e municípios vizinhos, sem que haja benefícios concretos para o povo de Humaitá.”
Defesa do garimpeiro e do trabalhador
Herivâneo também aproveitou a manifestação para reforçar uma bandeira antiga de sua trajetória política: a defesa da classe garimpeira.
Ele afirmou que sempre esteve ao lado dos trabalhadores que dependem da atividade para sustentar suas famílias e criticou o que considera excesso de pressão sobre o setor.
“Sempre me solidarizei com a classe garimpeira, que sofre com constantes operações de fiscalização.”
“Não aceitarei ataques pessoais”
Encerrando a nota, o ex-prefeito afirmou que não aceitará ataques pessoais como estratégia para desviar o foco do debate político.
Segundo ele, sua trajetória pública sempre foi construída com base no compromisso com a população de Humaitá.
“Minha trajetória é marcada pelo compromisso com a verdade e com o povo. Não aceitarei ataques pessoais para desviar o foco do debate.”
A manifestação do ex-prefeito já começa a repercutir nos bastidores da política de Humaitá e pode abrir um novo capítulo de tensão entre lideranças locais.
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