Por: [Manuel Menezes]
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26) revela um dado politicamente explosivo: 53% dos brasileiros avaliam que Jair Bolsonaro teve desempenho melhor que Luiz Inácio Lula da Silva na segurança pública.
Apenas 34% consideram Lula superior no tema.
Não se trata apenas de comparação entre dois governos — trata-se da percepção de quem controla (ou não) a violência no país.
Avaliação negativa consolida desgaste
O levantamento mostra:
- 35,2% classificam a atuação do governo Lula como “muito ruim”
- 17,8% como “ruim”
- Apenas 4,6% consideram “muito bom”
Ou seja, mais da metade avalia negativamente o desempenho do Planalto na segurança.
Em política, percepção é realidade.
Comparação com dados oficiais de homicídios
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicaram que:
- 2022 registrou cerca de 47 mil homicídios no país
- Houve queda gradual desde 2018, após pico histórico de 2017
- O Brasil vinha numa tendência de redução até 2022
O debate agora gira em torno da manutenção ou reversão dessa tendência.
Embora a segurança pública seja majoritariamente competência dos estados (art. 144 da Constituição), o governo federal influencia:
- Política de armas
- Integração de inteligência
- Repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública
- Cooperação com estados
A oposição argumenta que o endurecimento retórico e normativo do período anterior produziu efeito simbólico de enfrentamento ao crime, enquanto o atual governo prioriza discurso institucional e revisão de políticas armamentistas.
técnica da política de segurança do governo
O governo Lula adotou como diretrizes:
- Reestruturação do controle de armas e munições
- Reforço ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP)
- Ampliação da integração entre Polícia Federal e forças estaduais
- Foco em inteligência contra crime organizado
Críticos apontam que:
- Falta coordenação operacional mais incisiva
- O enfrentamento às facções não apresenta resultados visíveis
- O discurso governamental evita retórica de confronto direto
Do ponto de vista constitucional, o art. 144 estabelece que a segurança pública é dever do Estado, mas executada principalmente pelos estados federados. Ainda assim, politicamente, a população associa o problema ao governo federal.
Percepção alarmante da criminalidade
Segundo a pesquisa:
- 49,6% consideram o nível de criminalidade “muito alto”
- 38,8% avaliam como “alto”
- 91,5% acreditam que organizações criminosas influenciam esferas importantes da política e do Judiciário
Esse último dado revela não apenas medo, mas desconfiança institucional.
Editorial: o governo perdeu o controle da narrativa?
A segurança pública não é apenas estatística. É sensação.
Quando 90% da população considera a criminalidade alta e mais da metade avalia negativamente o governo, há um problema político concreto.
O governo pode alegar que:
- Segurança é responsabilidade estadual;
- Há herança estrutural histórica;
- O crime organizado é fenômeno transnacional.
Mas o eleitor não vota em justificativas técnicas.
Vota em percepção de controle.
E, neste momento, os números indicam que a oposição ocupa o espaço simbólico do “combate firme ao crime”.
Em ano eleitoral, isso pesa.
Muito.
Sugestão de foto de capa estratégica (sem legenda)
Sugestão visual:
- Palácio do Planalto ao entardecer
- Sirene policial em primeiro plano (desfocada)
- Clima dramático
- Tom azul escuro com contraste vermelho
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