Nesta quarta-feira, 11, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), subiu o tom com a Polícia Federal (PF).
Isso porque a PF pediu a suspeição do juiz do STF nos processos do Banco Master que tramitam na Corte.
Conforme o magistrado, porém, a instituição “não tem legitimidade” para tal.
“Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada ao presidente da Corte”, disse Toffoli.
No começo da semana, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se encontrou com o presidente do Supremo, Edson Fachin, na sede do tribunal.
Rodrigues entregou a Fachin documentos com menções a Toffoli extraídas do celular do dono do Master, Daniel Vorcaro. O material reúne também diálogos de Vorcaro com parlamentares.
Nota de Dias Toffoli

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela PF trata de ilações.
Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil.
Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”.
Viagem de jatinho
Em dezembro do ano passado, Toffoli viajou a Lima, no Peru, em um jatinho particular do empresário Luiz Oswaldo Pastore.
Na aeronave, estavam também Augusto de Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Master, e o ex-deputado Aldo Rebelo.
Toffoli, dias depois, estabeleceu sigilo máximo ao processo ao se tornar relator dele.
Mesmo com o avanço de denúncias que envolvem a proximidade entre juiz e parte, o magistrado tem reafirmado sua relatoria do caso.











