O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, criticou o uso de “vazamentos seletivos” e defendeu o Supremo Tribunal Federal (STF), durante a sessão de abertura do Ano Judiciário de 2026, nesta segunda-feira, 2, na sede da Corte.
Em sua fala, Simonetti classificou “vazamentos seletivos” como práticas incompatíveis com o regime democrático e afirmou que esse tipo de conduta não fortalece a Justiça nem promove transparência.
“Vazamentos seletivos não fortalecem a Justiça”, disse. “Não promovem transparência. Não servem ao interesse público.” Conforme ele, essas ações servem apenas para “a erosão da confiança institucional, a desinformação da sociedade e o enfraquecimento da independência judicial”.
A declaração ocorre em meio ao escândalo que envolve o Master e à decisão do ministro Alexandre de Moraes de mandar investigar supostos vazamentos de dados sobre o banco.
STF não pertence a governos, diz presidente da OAB
Na mesma ocasião, Simonetti afirmou que o STF “não pertence a governos, a maiorias circunstanciais ou a pressões externas”, mas à Constituição, e declarou que a independência do Judiciário é um “valor inegociável da democracia brasileira”.
“O STF não pertence a governos, a maiorias circunstanciais ou a pressões externas. Pertence à Constituição”, declarou. Para Simonetti, defender o STF contra tentativas de constrangimento ilegítimo não significa defender pessoas, mas a própria Constituição e o equilíbrio entre os Poderes.
Ao tratar da atuação da advocacia, o presidente da OAB afirmou que não existe Judiciário forte sem uma advocacia livre. Segundo ele, a inviolabilidade da atuação profissional e o sigilo entre advogado e cliente não são privilégios corporativos, mas garantias constitucionais do direito de defesa e do devido processo legal.
“A inviolabilidade da advocacia não é um privilégio corporativo”, disse. “O sigilo profissional não é uma concessão do Estado”, declarou. Para Simonetti, quando a advocacia é constrangida, “não é o advogado que perde — é o cidadão”.
Ainda durante o discurso, Simonetti afirmou que a OAB está à disposição do Supremo para colaborar no debate sobre a formulação de um eventual código de ética da magistratura, desde que a discussão seja conduzida com responsabilidade e fidelidade à Constituição.
Ao encerrar sua fala, o presidente da OAB disse que a advocacia seguirá atuando de forma crítica quando necessário, mas sempre com compromisso com as garantias constitucionais. “Defender o Supremo Tribunal Federal contra tentativas de constrangimento ilegítimo não é defender pessoas”, observou. “É defender a Constituição.”











