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GARÇON SUPREMO? Gonet elogia STF e diz que críticas ao tribunal são ‘circunstanciais’

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Durante a abertura do Ano Judiciário, nesta segunda-feira, 2, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, elogiou o Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o PGR, as críticas dirigidas ao tribunal devem ser compreendidas como “circunstanciais”. A declaração foi feita durante a sessão de abertura do Ano Judiciário de 2026, na sede da Corte.

Em seu discurso, Gonet destacou o papel “contramajoritário” do STF e da PGR, sustentando que cabe a “órgãos não eleitos” se contraporem a “vontades momentâneas” que “ultrapassem os limites constitucionais”.

Gonet também mencionou decisões do STF que, segundo ele, buscaram conter “pulsões iliberais” e supostas “insurgências antidemocráticas”.

De acordo com Gonet, reações mais intensas ao tribunal não são inesperadas e decorrem justamente de sua função institucional.

Para ele, a confiança na Corte, ainda que abalada em determinados momentos, “há de resultar recompensada” com o tempo, à medida que se consolida a compreensão do papel constitucional exercido pelo STF.

Discurso de Fachin antecedeu ao da PGR

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília - 4/12/2025 | Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília – 4/12/2025 | Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Antes de Gonet falar, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a contenção do protagonismo da Corte e afirmou que o momento exige autocorreção institucional.

Ao fazer um balanço da atuação do STF nos últimos anos, Fachin afirmou que o Tribunal foi chamado a decidir sobre uma ampla gama de temas centrais da vida nacional, incluindo direitos fundamentais, sistema político-eleitoral, separação de Poderes, crises institucionais, sistema penal, políticas públicas e combate à corrupção.

Segundo ele, esse processo levou o STF ao centro das decisões institucionais do Estado Democrático de Direito.