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Pauderney Avelino fala sobre “esquema” para reverter liquidação do Banco Master

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Pauderney Avelino fala sobre “esquema” para reverter liquidação do Master

O deputado federal Pauderney Avelino (União-AM) manifestou “preocupação” com a inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central envolvendo a liquidação do Banco Master.

O parlamentar criticou a tramitação do caso na Corte de Contas, alegando que o tribunal não possui atribuição para investigar uma decisão proferida pela autoridade monetária do país, garantida pela legislação vigente.

“Qualquer sinalização de possível reversão da liquidação do Banco Master gera um efeito extremamente negativo, aumenta a insegurança jurídica no sistema financeiro, contamina o ambiente de negócios e pode gerar reflexos em outros bancos e setores da economia”, disse o deputado.

A declaração de Pauderney ocorre após o TCU decidir, nesta segunda-feira (5), por uma inspeção no BC, alegando que os documentos apresentados não foram suficientes para comprovar a liquidação do banco, ou seja, a suspensão de suas atividades no Brasil.

O caso envolvendo o Banco Master ganhou grande repercussão após a prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. A instituição é suspeita de aplicar uma fraude bilionária e revelou uma ligação escandalosa envolvendo empresários, políticos e ministros de tribunais superiores.

Pauderney considerou o caso como um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil e defendeu a atribuição do BC para decretar a liquidação do Master.

“Trata-se do maior escândalo financeiro de todos os tempos no Brasil. O Banco Central agiu porque havia sinais concretos de má gestão, práticas irregulares e riscos ao sistema financeiro. Isto não é opinião. É o resultado de fiscalização responsável e técnica”, destacou o parlamentar.

Entenda o caso

O relator que analisa o processo de liquidação do Banco Master no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jhonatan de Jesus, determinou uma inspeção no Banco Central após considerar insuficiente a nota técnica sobre o caso encaminhada à Corte pelo órgão regulador do mercado financeiro.

De acordo com o presidente do TCU, ministro Vital Rêgo, a autorização para o procedimento foi formalizada dentro de um trabalho técnico já em andamento, que “busca esclarecer os fundamentos técnico-jurídicos e operacionais da atuação do órgão regulador”.

O ministro Jhonatan de Jesus acolheu a representação formulada pelo Ministério Público Federal junto ao TCU, que pede a investigação de possíveis falhas na supervisão exercida pelo Banco Central do Brasil sobre o Banco Master S.A. e suas controladas, culminando na decretação de sua liquidação extrajudicial.

Após abrir espaço para a manifestação do Banco Central, o TCU teria recebido do órgão uma nota técnica expondo o histórico do processo, os fundamentos e as considerações que levaram a instituição a decidir pela liquidação extrajudicial. Para Jhonatan de Jesus, o documento foi considerado insuficiente.