O pastor Silas Malafaia criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 22.
Ao jornal O Globo, o líder religioso chamou a justificativa apresentada no despacho de “conversa fiada” e disse que considerar risco de fuga é “absurdo”. Para ele, a medida seria uma “cortina de fumaça” para o caso envolvendo o Banco Master.
Malafaia afirmou que a decisão se baseia na convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e questionou a legalidade da interpretação. “Onde está na Constituição que é proibido convocar manifestação pacífica?”, disse o pastor, que ainda classificou a prisão como “covardia”.
Mulher de Alexandre de Moraes representou o Banco Master
O escândalo citado por Malafaia levou à prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, nesta semana. A PF apura a venda de carteiras de crédito falsas ao BRB, em uma fraude estimada em R$ 12,2 bilhões.
Em abril, durante negociação entre o Master e o BRB, o banco contratou o escritório Barci de Moraes, no qual atuam a mulher e dois filhos do ministro Alexandre de Moraes — citados pelo pastor. Viviane Barci de Moraes representa o Master em algumas ações, mas o banco não informa valores ou detalhamento dos processos.
BOLSONARO PRESO! Alexandre de Moraes desvia o foco da roubalheira do Banco Master pic.twitter.com/TV4l3i6yTu
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) November 22, 2025
Prisão de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado depois de Moraes alegar “risco de fuga” e concluir que não havia mais condições de manter a prisão domiciliar. A medida cautelar não está ligada ao início da execução da pena de 27 anos e 3 meses pela suposta tentativa golpe de Estado, cujo trânsito em julgado ainda não ocorreu.
Agentes o levaram para a superintendência da corporação, em Brasília. Na superintendência da PF, Bolsonaro ficará em uma sala de Estado, ambiente reservado a ex-presidentes e autoridades de alto escalão, segundo informações oficiais. Em nota, a corporação confirmou que o STF determinou a prisão preventiva.
O objetivo da medida, segundo a Corte, é preservar a ordem pública. “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, diz o comunicado.











