A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou nesta segunda-feira, 1º, um requerimento à CPMI do INSS solicitando que a Justiça determine o bloqueio de bens de 20 suspeitos de envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas.

O pedido complementa os requerimentos do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-BA) de prisão preventiva contra alguns dos acusados da fraude do INSS, cuja aprovação ocorreu na sessão desta segunda-feira.

São alvos alvos do pedido de bloqueio:

Damares Alves justifica o pedido 

Ao justificar o pedido de bloqueio de bens, a senadora destacou a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização financeira dos envolvidos. Damares Alves publicou o vídeo explicando a medida em seu perfil oficial no X.

“Aqui dentro está acontecendo a reunião da super reunião”, disse. “Está tenso. Acabamos de aprovar um requerimento com 26 votos a ver com o pedido de prisão de 20 pessoas suspeitas da fraude do INSS, do povo e dos aposentados. 20 pessoas que os nomes já estão aí rolando na imprensa, que o delegado já investigou, e que o depoente outro trouxe o nome dessas pessoas.”

Damares explicou que seu pedido visa a garantir o ressarcimento das vítimas: “Eu não quero só a prisão, eu quero o bem vivo de todos os bens deles”. “Do que adianta eles irem para prisão? Devem ficar aqui fora funcionário, parentes e os bens”, argumentou.

Fraude bilionária do INSS é alvo da CPMI

A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU, revelou que entidades e intermediários teriam desviado R$ 6,3 bilhões de aposentados entre 2019 e 2024. O esquema envolvia autorizações falsificadas e até empréstimos consignados fictícios.

Nesta segunda-feira, Gaspar já havia protocolado pedidos de prisão preventiva contra nomes centrais do esquema. Os requerimentos foram aprovados por 26 votos favoráveis e nenhum contrário.

CPMI do INSS
Parlamentares de esquerda tentaram impedir a votação do requerimento de Gaspar | Foto: Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

“Por garantia da ordem pública, porque nós aqui vemos que não só foi operado descontos associativos, mas também uma operação de uma nova modalidade de crimes que tirava empréstimo consignado fictício do povo brasileiro mais sofrido pagando”, argumentou Gaspar. “Diante da conveniência da instrução criminal, quando o depoente disse que tem sido ameaçado e que essas ameaças têm sido direcionadas por integrantes dessa organização criminosa. Ou seja, se não há critérios e requisitos para aplicação da prisão preventiva nesse caso, não há em nenhum caso do Brasil.”

Foram alvos dos requerimentos de prisão preventiva:

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