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Departamento de Estado dos EUA diz que ‘não há como negociar’ colocando um Ministro do STF como governante do Brasil

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Sem citar Alexandre de Moraes nominalmente, Christopher Landau, número dois da diplomacia americana, afirmou que estão em "beco sem saída" e fez alerta a outros poderes

Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou, sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que um magistrado destruiu “o relacionamento historicamente próximo do Brasil com os EUA”.

O vice-chefe da diplomacia americana afirmou que “um único ministro do Supremo Tribunal Federal usurpou o poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com prisão, encarceramento ou outras penalidades”.

“Essa pessoa destruiu o relacionamento historicamente próximo do Brasil com os EUA, entre outras coisas, ao tentar aplicar a lei brasileira extraterritorialmente para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, destacou.

Landau comentou ainda que os Estados Unidos podem negociar com os poderes Executivo e Legislativo, mas não com um juiz.

Dessa maneira, ressaltou que estão em um “beco sem saída”, alegando que o ministro se encobre no Estado de Direito e que os outros poderes “insistem em se considerar impotentes para agir”.

Ainda assim, o vice-secretário finalizou a publicação dizendo que os EUA querem retomar a amizade histórica com o Brasil.

Os Estados Unidos têm criticado duramente Alexandre de Moraes nas últimas semanas, acusando o ministro de liderar uma campanha de censura e perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, disse o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.

A principal medida adotada pelo governo Trump contra o magistrado foi a aplicação da Lei Magnitsky, em 30 de julho. A ação bloqueia bens de Moraes nos EUA, por exemplo. Instituições financeiras também podem sofrer sanções por manterem atividades com pessoas que foram alvo da legislação.

LEIA A POSTAGEM NA ÍNTEGRA:

A separação de poderes entre os diferentes ramos do governo é a maior garantia de liberdade já concebida pela mente humana. Nenhum ramo, ou pessoa, pode acumular poder demais se controlado pelos outros. Mas uma separação formal de poderes não significa nada se um ramo tiver meios de intimidar os outros a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro do Supremo Tribunal Federal usurpou o poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com prisão, encarceramento ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu o relacionamento historicamente próximo do Brasil com os EUA, entre outras coisas, ao tentar aplicar a lei brasileira extraterritorialmente  para silenciar indivíduos e empresas em solo americano. E a situação é inédita e anômala precisamente porque essa pessoa veste uma toga judicial: enquanto sempre podemos negociar com líderes dos poderes executivo ou legislativo de um país, não há como negociar com um juiz, que deve manter a pretensão de que todas as suas ações são ditadas pela lei. Assim, nos encontramos em um beco sem saída, onde o usurpador se encobre no Estado de Direito e os outros poderes insistem em se considerar impotentes para agir. Se alguém se lembrar de um precedente na história da humanidade em que um único juiz não eleito tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, nos avise. Queremos retomar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!