Uma cena impactante chamou atenção na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta quarta-feira (6): o viúvo da biomédica Giovana Ribeiro caiu no choro após ser ignorado por vereadores da base aliada do prefeito David Almeida (Avante) que realizaram uma manobra, impedindo o pronunciamento de João Vitor no pequeno expediente da Casa.
Familiares da jovem de 29 anos que morreu após um grave acidente causado por um buraco na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, foram impedidos de falar na Câmara, causando indignação pelo que foi considerado como “blindagem” ao prefeito. A tragédia aconteceu no final de junho deste ano.
Na ocasião, os trabalhos estavam previstos para iniciar com o pequeno expediente, oportunidade onde a família poderia se pronunciar. No entanto, a Mesa Diretora inverteu a pauta de última hora e suprimiu o tempo reservado à manifestação.
Diante da recusa, João Vitor caiu no pranto e criticou duramente a postura dos parlamentares, afirmando que os vereadores não tinham empatia pelo sofrimento vivido pela família após a trágica morte de Giovana e seu bebê de sete meses.
“A gente está morrendo. Estamos morrendo nas ruas. Ninguém vai fazer nada para ajudar. A Giovana morreu, a minha esposa grávida. Todo mundo vai fechar os olhos, virar as costas para isso?”, disse o viúvo.
Segundo o vereador Coronel Rosses (PL), que articulou a presença da família na Casa, o pequeno expediente seria para a família falar sobre a importância da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o programa Asfalta Manaus.
Relembre o caso
A biomédica Giovana Ribeiro, de 29 anos, e seu bebê, de sete meses, morreram após a moto pilotada por seu marido colidir com um buraco na avenida Djalma Batista e bater contra uma árvore no meio-fio. Com o impacto da batida, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu.
O óbito da jovem gerou grande repercussão e foi atribuída a má gestão da Prefeitura de Manaus, sob gestão de David Almeida, pela falta de infraestrutura básica, como tapar um buraco.
Além disso, a tragédia gerou a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para investigar repasses do Governo do Amazonas para o Executivo Municipal. Na CMM, o mesmo pedido encontra-se parado sem apoio dos parlamentares, maioria aliados de David Almeida.











