Mesmo sendo considerado um dos principais aliados político do governador Wilson Lima no cenário estadual, o Partido Liberal (PL) segue protagonizando embates públicos contra a gestão estadual. Parlamentares da sigla, que deveriam representar a base de apoio do governo, têm adotado uma postura de confronto, com críticas constantes à administração e cobranças em tom pior que da oposição.
A situação tem chamado atenção nos bastidores políticos e gerado desconforto entre aliados do governador, que veem na postura dos parlamentares um movimento contraditório e até mesmo oportunista, especialmente diante da proximidade das eleições estaduais e do início das articulações para 2026.
Embora o governador Wilson Lima tenha mantido uma linha de diálogo e inclusive contemplado o PL com
várias secretarias, os parlamentares do partido liberal parece ignorar os gestos de confiança e insiste em discursos de ataque principalmente por meio de redes sociais.
A postura de confronto tem sido liderada por parlamentares que almejam protagonismo dentro da legenda e buscam se diferenciar internamente, inclusive mirando disputas majoritárias futuras. No entanto, a estratégia tem gerado críticas de outras lideranças de direita, que enxergam na divisão uma ameaça à construção de um projeto unificado para enfrentar a esquerda no estado.
Para analistas políticos, a contradição entre o apoio institucional do governador ao PL e as críticas públicas de seus membros expõe uma crise de comando dentro da legenda no Amazonas. “O partido vive uma guerra interna e tenta se afirmar a qualquer custo, mesmo que para isso precise atacar o governo com o qual mantém alianças. É uma disputa de vaidades travestida de coerência ideológica”, avalia um cientista político consultado pela reportagem.
Nos bastidores, aliados mais próximos do governador não escondem a insatisfação com o comportamento dos liberais e avaliam que, caso o cenário persista, Wilson Lima poderá buscar novos caminhos para consolidar uma base mais coesa e confiável até as eleições de 2026, quando deve disputar uma vaga ao Senado.
Enquanto o PL se divide entre apoiar e criticar o governador que mais abriu espaço para o partido no Amazonas, a instabilidade política se aprofunda e coloca em xeque a capacidade da legenda de se manter relevante e unificada no tabuleiro estadual.











