Nos bastidores da política amazonense, uma reviravolta começa a se desenhar: o partido Novo está prestes a romper de vez com a influência da empresária Maria do Carmo Seffair e seguir rumo a uma nova liderança no estado.
Segundo o jornalista e comentarista político Igor Castro, o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, com aval do governador de Minas Gerais, Romeu Zema — principal referência do partido no país, quer reestruturar a legenda no Amazonas de olho nas eleições de 2026.
Hoje, o Novo ainda funciona como um “plano B” para Maria do Carmo, que migrou para o PL, mas manteve aliados no comando local da sigla. Esse cenário, no entanto, deve mudar.
O nome que desponta como novo protagonista do partido no estado é o do coronel Alfredo Menezes. Militar da reserva, ex-superintendente da Suframa e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Menezes já declarou que está disposto a disputar o governo do Amazonas ou o Senado nas próximas eleições.
“As articulações já estão em andamento para mudança no comando do Novo no Amazonas. Hoje o partido ainda serve como ‘step’ para Maria do Carmo, mas esse cenário está com os dias contados”, afirmou Igor Castro.
Ele destacou ainda que a cúpula nacional do Novo quer distância das ambições pessoais de Maria do Carmo, e trabalha por uma direção mais alinhada com os princípios e metas do partido.
Com isso, Maria corre o risco de ficar sem palanque e sem legenda em 2026. No PL, atual abrigo da empresária, o comando estadual é de Alfredo Nascimento — um nome marcado por alianças circunstanciais e pela preferência em estar sempre ao lado da máquina.
Sem mandato, sem articulação sólida e sem base eleitoral expressiva, Maria pode ver sua influência minguar de vez nos próximos meses.
Se nada mudar, o desfecho é claro: o Novo terá nova direção e Maria, nenhum espaço.











