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Suspeitos trabalhavam em prefeitura onde Marcelinho foi secretário

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A mulher que teria sido a pivô do caso Marcelinho trabalha na secretaria dos esportes, enquanto o marido prestava serviços para a de Saúde

São Paulo – Em depoimento à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (18/12), a mulher que foi pivô do sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca afirmou que conheceu o ex-jogador quando ele foi secretário dos esportes da cidade de Itaquaquecetuba. Ela ainda trabalha na pasta.

A informação foi dada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian. Segundo ele, a mulher afirmou que estava separada do marido há três meses.

Já o marido, ainda de acordo com o delegado, em entrevista para a TV Bandeirantes, prestava serviços como terceirizado para a secretaria da saúde do município.

Artur Dian afirmou que seis pessoas foram presas até o momento: três delas foram encontradas no cativeiro e as outras três seriam os chamados “conteiros”, que cuidavam das transferências bancárias do ex-jogador.

Ele disse ainda que tanto Marcelinho Carioca quanto a mulher estão bem fisicamente, mas não foram capazes de reconhecer os suspeitos detidos por não se recordarem dos rostos envolvidos.

O ex-jogador foi libertado do cativeiro em que era mantido desde a noite desse domingo (17/12).

Pouco antes de ser libertado pelos sequestradores, dois homens e uma mulher, na cidade de Itaquaquecetuba, o ex-jogador gravou um vídeo confirmando que estava em cativeiro e dizendo que havia se envolvido com uma mulher casada no show do cantor de pagode Thiaguinho, na Arena Corinthians.

Assista:

O sequestro foi confirmado pela Polícia Civil de São Paulo. Os agentes da corporação apuram se a mulher que aparece nas imagens ao lado de Marcelinho faz parte de uma quadrilha envolvida no sequestro, e se são verídicas as informações que os dois fornecem no vídeo.

Três pessoas já foram detidas pela polícia. Elas estão ligadas a contas bancárias que foram repassadas à família para transferir o dinheiro do resgate via Pix.

A assessora de Marcelinho Carioca, Alessandra Zanchetta, disse que os criminosos pediram R$ 30 mil de resgate pelo ex-jogador. O pedido foi feito ao empresário Luan Zaviolo, que administra um resort da família de Marcelinho no interior paulista.

Segundo Alessandra, a família não transferiu os R$ 30 mil por orientação da Delegacia Antissequestro (DAS). Luan teria pedido aos criminosos alguma prova de que Marcelinho estava vivo, e pôde conversar com ele por WhatsApp. O vídeo que circulou nas redes sociais, no qual o ex-jogador aparece no cativeiro ao lado de uma mulher, foi feito pelos sequestradores.