O governo do Amazonas afirmou em nota, nesta quinta-feira (20), que o estado nunca recusou qualquer tipo de ajuda relacionada às ações de enfrentamento à Covid-19.
O texto é uma resposta às declarações do ex-ministro Eduardo Pazuello que, em depoimento à CPI, afirmou que o governo Jair Bolsonaro chegou a discutir uma intervenção no Amazonas durante a crise no sistema de saúde do estado devido à pandemia, mas desistiu após ouvir o governador Wilson Miranda Lima.
Ainda no texto, a nota informa que o governo do Amazonas “sempre pediu a colaboração federal para auxiliar no combate à pandemia. Esse apoio foi ampliado com a instalação do Comitê de Resposta Rápida, formado por representantes do Governo do Estado, Governo Federal e Prefeitura de Manaus, para enfrentar a crise que se agravou no Amazonas no início de janeiro de 2021.”
Pazuello também atribuíu a responsabilidade à secretaria de Saúde pela falta de oxigênio durante o colapso na Saúde, em janeiro. Ele afirmou:
“O contraponto disso é o acompanhamento da Secretaria de Saúde, que se tivesse acompanhado de perto, teria descoberto que estava sendo consumido uma reserva estratégica. Vejo aí duas responsabilidades muito claras”.
Em nota ao G1, a Secretaria de Estado de Saúde informou que, em nenhum momento no mês de dezembro de 2020, a White Martins relatou a impossibilidade de abastecer a rede estadual de saúde com oxigênio medicinal. Até dezembro de 2020, a Secretaria diz que monitorava a demanda por oxigênio com um relatório apresentado pela White Martins ao final de cada mês e, até então, a empresa não havia relatado dificuldades para cumprir com o contratado pelo estado.
Ainda no texto, a Secretaria afirma que somente no dia 7 de janeiro de 2021 a White Martins relatou dificuldades logísticas para suprir a demanda de oxigênio da rede. Nesse mesmo dia, o secretário Marcellus Campêlo ligou para o então ministro Eduardo Pazuello para solicitar apoio logístico para o transporte de oxigênio de Belém para Manaus, atendendo um pedido da White Martins.
Somente no dia 13 de janeiro, segundo a Secretaria, a White Martins admitiu que não teria condições de manter o abastecimento de oxigênio.
Depoimento na CPI
O depoimento do ex-ministro teve início na quarta e foi retomado na manhã desta quinta. O depoimento era um dos mais aguardados pelos integrantes da CPI, já que Pazuello foi o mais longevo ministro da Saúde durante a pandemia, e a gestão dele foi marcada por uma série de polêmicas.
Pazuello conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de ficar em silêncio para não se autoincriminar. No entanto, no primeiro dia de depoimento, o ex-ministro respondeu à maioria das indagações.











