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Polícia faz busca e apreensão nos escritórios do X, de Elon Musk, na França

A polícia francesa realizou buscas nos escritórios da rede social X, de Elon Musk, nesta terça-feira (3), informou o Ministério Público de Paris. A operação está a cargo da unidade de crimes cibernéticos, com apoio da Europol. Além disso, Musk e Linda Yaccarino, ex-CEO da empresa, foram intimados a comparecer a uma audiência marcada para 20 de abril, quando deverão prestar esclarecimentos. Funcionários do X também serão ouvidos como testemunhas. Em julho, Musk negou as acusações iniciais e declarou que os promotores franceses haviam iniciado uma “investigação criminal com motivação política”. A promotora de Paris, Laure Beccuau, alegou que a investigação, que inicialmente se voltava a suspeitas de abuso de algoritmos, foi ampliada para abranger “deepfakes sexualizados do Grok”. “Nesta fase, a condução desta investigação faz parte de uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X esteja em conformidade com as leis francesas, na medida em que opera em território nacional”, afirmou a promotoria. Segundo a Procuradoria, as intimações foram enviadas a Musk e Yaccarino em suas respectivas funções de “gestor de facto” e “gestora de direito” da rede social. “O procedimento foi ampliado após novas denúncias sobre o funcionamento do Grok na plataforma X, que teriam levado à disseminação de conteúdo negacionista e deepfakes de natureza sexual”, detalhou a promotoria. Como consequência do caso, a Procuradoria de Paris anunciou que deixará de utilizar o X como canal oficial de comunicação, optando por perfis no LinkedIn e no Instagram. Na semana passada, a Comissão Europeia também abriu investigação sobre o chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido pelo X, após críticas à sua capacidade de gerar imagens sexualmente explícitas. O escrutínio cresceu no final do ano passado, quando se descobriu que o chatbot havia produzido imagens de pessoas nuas a pedido de usuários. Desde então, a rede social proibiu que qualquer usuário do Grok criasse imagens de pessoas em situações desse tipo. (Foto: EBC)

Prouni 2026: resultado da primeira chamada é divulgado nesta terça-feira (3)

Brasil – O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na madrugada desta terça-feira (3/2), a lista de candidatos selecionados na primeira chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2026, para o primeiro semestre deste ano. A relação dos pré-aprovados está disponível no site do programa.O candidato deve ir à instituição para a qual foi pré-selecionado entre 3 e 13 de fevereiro levando os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição para efetivar a matrícula. A segunda chamada está prevista para 2 de março, com prazo para entrega dos documentos até o dia 13 de março de 2026. Entre os principais documentos solicitados estão: Os candidatos que não forem selecionados nas duas chamadas regulares poderão participar da lista de espera. A manifestação de interesse deverá ser feita nos dias 25 e 26 de março, e o resultado da lista de espera será divulgado em 31 de março.obre o Prouni O Prouni oferece bolsas de estudo integrais, com 100%, em que o aluno não paga mensalidade, e bolsas parciais, com 50%, que custeiam metade do valor do curso em instituições privadas de ensino superior. Esta é a maior edição do programa até o momento, com 594.519 bolsas, sendo 274.819 integrais e 319.700 parciais.

PERSEGUIÇÃO FEDERAL: Delegado não identificou crime, mas PF indicia influenciadora por transfobia a pedido do governo Lula

A influenciadora Nine Borges foi indiciada pela Polícia Federal (PF) pelo crime de transfobia, após representação feita pelo ministério dos Direitos Humanos (MDH), do governo Lula. A investigação teve início depois que Nine publicou um vídeo apontando suposto conflito de interesses em repasses do governo envolvendo Symmy Larrat, secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. No vídeo, de cerca de dois minutos, Nine apresenta dados que afirma ter retirado do Portal da Transparência. Segundo ela, Symmy Larrat teria repassado aproximadamente R$ 2,5 milhões à uma entidade LGBT. Conforme o próprio portal, essa entidade possuía o mesmo endereço de outra organização LGBT presidida por Larrat antes de assumir seu atual cargo no governo, o que poderia indicar conflito de interesses. Na representação enviada à PF, o MDH solicitou a apuração dos crimes de calúnia e difamação, além da transfobia, alegando que a influenciadora estaria atribuindo falsamente desvio de recursos públicos. Delegado não identificou crime, mas investigação avançou No início da investigação, o delegado federal responsável pela demanda do governo na Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional afirmou não ter identificado crime, mas apenas o exercício da liberdade de expressão. Mesmo assim, ele encaminhou o caso à Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, outra unidade da PF, por se tratar de publicações feitas na internet. A delegacia responsável não apenas deu continuidade ao inquérito como concluiu pelo indiciamento da influenciadora. A decisão, porém, afastou a possibilidade de crimes de honra, apontando que, para caracterizar calúnia, seria necessário comprovar previamente que a acusação é falsa — algo que dependeria justamente da apuração sobre o destino dos recursos. Nine foi indiciada pelos crimes de discriminação em razão de identidade de gênero, equiparado ao racismo. Para Nine, esse tipo de processo restringe o debate público e impede o confronto de ideias, essencial para discussões mais profundas. “Essa conduta é tão anticientífica, porque a ciência é o tempo inteiro questionamento. Para você ter o questionamento, você também tem que ter o contraditório. Eu te apresento uma outra ideia e você decide”, afirma. Doutora em Educação pela UFRJ e mestre em Ciências Sociais pela UERJ, Nine utiliza as redes sociais para fazer críticas a conceitos adotados pela esquerda, como ideologia de gênero e racismo estrutural. Ela afirma que busca base teórica e rigor acadêmico em suas análises. “Quando falo que não acredito que existe racismo estrutural, não é uma opinião solta no universo. Estou discutindo autores, por exemplo como Thomas Sowell”, argumenta. “Tudo o que eu falo não é uma mera opinião de uma louca, mas de alguém que estudou uma teoria social e tenta explicá-la, com uma linguagem bem simples, tanto para quem fez faculdade quanto para uma avó preocupada com os netos. Quero simplificar ideias difíceis e colocá-las ao alcance de todo mundo”, defende. Crítica à presença de Symmy Larrat em convenção de mulheres foi vista como transfobia Além do vídeo sobre as supostas irregularidades, prints de stories da influenciadora criticando a presença de Symmy Larrat em um evento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), em maio de 2024, também são usadas no inquérito. A influenciadora questionou a presença de Larrat na comitiva do Ministério das Mulheres em Genebra, então chefiado por Cida Gonçalves. Nine destacou que a própria Symmy se identifica como “travesti”, conforme sua biografia no Instagram: “travesti, militante e puta”. Em uma das publicações, a influenciadora comentou: “Teve travesti indignado cobrando mais do governo, mas na conversa sobre saúde da mulher, foi assistir vídeo… Afinal de contas, não interessa a ele”. A CEDAW, principal tratado internacional de combate à discriminação contra mulheres, define em seu primeiro artigo que “a expressão ‘discriminação contra a mulher’ significará toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo”. “Meu comentário foi que, numa convenção da qual o Brasil é signatário há décadas, a então ministra das mulheres escolheu em sua comitiva, numa posição de grande destaque, uma pessoa de sexo biológico, masculino. E me refiro a pessoa como ele porque eu faço concordância com sexo biológico”, explicou Nine. MDH afirma que segue trâmites legais Nine afirma que o Ministério das Mulheres tem priorizado pautas do transativismo em detrimento das demandas de mulheres. “Esse é um ministério que não ouve as mulheres. Mais uma vez, uma mulher está sendo perseguida por causa das suas ideias. Está muito claro que esse inquérito é uma tentativa de me intimidar”, acrescenta. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos — ao qual Symmy Larrat é vinculada — afirmou que a representação busca apurar eventuais ilícitos penais previstos em lei. A pasta declarou que as manifestações da influenciadora podem, em tese, configurar injúria racial por equiparação à LGBTQIAfobia, além de calúnia e difamação contra agentes públicos. “A atuação observou estritamente os trâmites legais e não se confunde com perseguição política ou qualquer prática de caráter autoritário. Trata-se do exercício regular de um direito assegurado a qualquer cidadã, inclusive a agentes públicos, diante de fatos que, em tese, demandam apuração pelas autoridades competentes”, completou o órgão.

BBB 26: equipe de Edilson reage e faz carta aberta após polêmicas. Leia

A equipe de Edilson Capetinha publicou uma carta aberta nesta terça-feira (3/2) após as polêmicas envolvendo o ex-jogador de futebol no BBB 26. Em dinâmica do Sincerão, na segunda-feira (2/2), o pentacampeão chamou Leandro Boneco de “analfabeto” e causou revolta no público. Nesta manhã, ele arrumou as malas e afirmou que apertaria o botão da desistência do reality show. “Olá jogadores! Essa Adm que vos escreve gostaria de iniciar essa carta aberta dizendo que já nos sentimos vencedores. Os bolões e apostas eram de no máximo uma semana para que a gente tivesse que vir aqui com uma carta aberta ao público. Quebramos os bolões e chegamos aqui com 3 semanas”, começou o texto. O texto seguiu: “Mas agora falando sério: como ADMs do Edilson, escolhemos nos posicionar com responsabilidade, clareza e verdade. Ontem, durante o ao vivo, Edilson utilizou a palavra ‘analfabeto’ ao se referir ao Leandro. Em seguida, deixou explícito que falava do jogo, da dinâmica, da falta de habilidade estratégica que o próprio Leandro já declarou diversas vezes ter. Ainda assim, entendemos que a palavra, isolada do contexto, ganhou outra proporção”. Em seguida, a equipe de Edilson Capetinha pontuou acreditar na justificativa dada pelo ex-atleta: “Diante disso, deixamos claro: como ADM, escolhemos acreditar na justificativa dada por Edilson, porque conhecemos sua história, sua origem e seu caráter. Edilson jamais traria uma pauta com a intenção de desvalorizar alguém pelo nível de instrução, formação ou intelecto. Isso simplesmente não faz sentido, especialmente porque todos dentro da casa conhecem a formação, a trajetória e a vivência do próprio Leandro. O que existe ali é um embate de jogo”. E continuou: “Edilson e Leandro estão em lados opostos dentro da dinâmica do programa. O que poderia ter sido uma amizade, inclusive por serem do mesmo lugar, não aconteceu. E isso, desde o início, nós, como ADMs, optamos por não interferir, não antecipar julgamentos e não ‘inflar’ situações, porque o jogo está apenas começando e ainda existem oportunidades de diálogo, ajustes e reconciliações, como já aconteceu em outros embates, inclusive no caso do Edilson com a Sol”. Os adms de Capetinha ainda explicaram o motivo de não terem feito retratação pública anteriormente. “Por isso, até o momento, não havíamos feito nenhuma retratação pública ou pedido de desculpas em nome dele. O motivo é simples: nós sabíamos que esse pedido viria dele. Conhecemos o coração do Edilson e tínhamos a certeza de que, assim que ele refletisse, a atitude partiria do próprio, olho no olho. Não cabia a nós atropelar a consciência dele. O que houve foi uma fala de jogo, dura, sim, mas não desumana, não elitista e não discriminatória”, escreveram. História de vida A equipe de Edilson Capetinha fez questão de relembrar a história de vida do atleta. “Edilson saiu de casa aos 13 anos. Assim como Leandro e milhões de brasileiros, fez o melhor que podia com aquilo que Deus lhe deu: talento, disciplina, esforço e trabalho. Hoje, ele é acusado de ser ‘menos merecedor’ da própria história porque, com sua capacidade intelectual, seu talento e sua dedicação, construiu um patrimônio milionário, muito maior, inclusive, do que o prêmio do BBB. E, ironicamente, passou a ser atacado de forma ainda mais cruel quando perdeu esse patrimônio. Poucos querem falar sobre isso”, disseram. E seguiram: “É mais fácil criar narrativas sobre vícios que nunca existiram. Edilson nunca bebeu uma gota de álcool. O que ele perdeu veio de ações trabalhistas, má administração, maus investimentos e de uma vida inteira focada em trabalhar, sem tempo ou suporte para gerir outros negócios. Isso não faz dele um coitado. Faz dele um homem em reconstrução”. As dívidas de pensão também foram esclareceram. O assunto voltou à tona após a entrada de Capetinha no reality. “Não conseguimos entender em que momento Edilson passou a valer menos como ser humano por ter perdido dinheiro. Ou por responder por uma dívida de pensão que vem sendo distorcida de forma cruel. E aqui fazemos questão de esclarecer: Edilson não deve 2 milhões de pensão para ‘os filhos’. Ele tem quatro filhos. Essa dívida se refere a um único filho, prestes a atingir a maioridade”, explicaram. E continuaram: “É triste dever pensão? Sim. Mas também é sufocante viver com uma sentença de 10 salários mínimos mensais para um único filho — um valor estipulado em tempos de ‘vacas gordas’, mas que se tornou humanamente impossível de pagar integralmente após a perda total de patrimônio e emprego em 2018”. Prisão Os adms de Edilson Capetinha também citaram a prisão do brother. “Desde que foi preso, ele cumpre todas as obrigações e acordos dentro da sua nova realidade, mas segue sendo tratado como criminoso pelo tribunal da internet por conta de valores do passado. Nós, como ADMs, não compactuamos com falas erradas, especialmente quando retiradas de contexto viram gatilho para outras pessoas. Acreditamos, sim, que Edilson pode e deve rever certas expressões, porque o mundo mudou e algumas palavras já não cabem mais, mesmo quando usadas de forma corriqueira. Mas acreditamos muito mais no caráter, na honestidade, na bondade e na capacidade diária de evolução que ele demonstra”, escreveram. Rivalidade com Leandro Antes de finalizar a carta aberta, a equipe de Capetinha falou sobre a rivalidade entre o ex-jogador e Leandro Boneco dentro do jogo. “Edilson não se acha superior ao Leandro. Ele mesmo disse isso dentro do programa. Estão ali em igualdade, disputando o mesmo prêmio. A diferença é que, mesmo com histórias de vida muito parecidas, o público tem usadodois pesos e duas medidas. Edilson não é menos pai, menos homem, menos honrado porque passou por um momento de dificuldade financeira. Ele também é pai de duas meninas. E, ainda assim, nunca usou sua vida pessoal como argumento de merecimento dentro do jogo. Para ele, aquilo é um jogo. Um programa de entretenimento, exibido após as 22h, para maiores de idade, onde falas duras, desproporcionais e controversas acontecem todos os dias. Não cabe, a todo momento, transformar cada conflito em pauta moral absoluta”, disseram. Os comentários fechados nas publicações das