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A decisão da PGR que pode fazer dono do Banco Master desistir da delação

O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu não avançar em uma proposta de delação premiada após avaliar o histórico recente da Procuradoria-Geral da República (PGR) em casos semelhantes. De acordo com a colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, a principal razão é a rejeição da colaboração oferecida por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, que se dispôs a detalhar o que sabe sobre um esquema de fraudes na cadeia dos combustíveis. Na avaliação de Vorcaro, o desfecho do caso de Beto Louco indica que uma eventual tentativa de acordo poderia ter o mesmo destino. Em comum, ambos mantêm relações com figuras influentes do meio político e institucional, o que, na leitura do banqueiro, aumenta o risco de a colaboração não prosperar. Beto Louco tinha acesso a diferentes lideranças políticas, incluindo o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente do partido, Antonio Rueda. Ainda de acordo com a jornalista, ainda há relatos de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli teria viajado em uma aeronave associada ao empresário, apontado como ligado ao PCC. A PGR teria descartado a delação sob o argumento de insuficiência de provas, considerando que o testemunho isolado não seria elemento probatório adequado. Atualmente, ele está foragido. No caso de Daniel Vorcaro, as conexões alcançam políticos do PT, do Centrão, além de integrantes do Judiciário e do Executivo. O banqueiro é alvo de investigações que apuram supostas fraudes no sistema financeiro, com valores estimados em até R$ 12 bilhões. Vorcaro perdeu o controle do Banco Master e chegou a permanecer 11 dias preso. Embora tenha sido solto, segue sob monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. As apurações também se concentram na tentativa de venda do Banco Master ao BRB, negociação que teria contado com interferência política. O negócio acabou sendo vetado pelo Banco Central, mesmo após a própria autoridade monetária ter autorizado a abertura das tratativas iniciais.

Virginia Fonseca posa nua e foto ousada agita as redes sociais: ‘Parece até IA’

Virginia Fonseca, de 26 anos, chamou atenção nas redes sociais ao publicar uma foto ousada nesta sexta-feira (23). No clique, feito no último domingo (18), a influenciadora aparece nua, de costas, cobrindo a parte frontal do corpo. A imagem foi registrada no mesmo dia em que ela participou do ensaio da Grande Rio, escola de samba da qual é Rainha de Bateria no Carnaval 2026. A publicação repercutiu rapidamente nos comentários. Vini Jr., de 25 anos, namorado da empresária, reagiu com emojis de suspiro, gesto interpretado como admiração. Seguidores também elogiaram a influenciadora. “Um monumento de mulher”, escreveu uma internauta. Amigos próximos entraram na brincadeira. Lucas Guedez comentou: “A segunda o Vini passa mal”, em referência à foto mais ousada. Outros usuários destacaram a beleza de Virginia com frases como “Ô mulher bonita da gota!” e “Que gata, parece até IA”.

STF inverte lógica do foro privilegiado para blindar autoridades

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem ampliado a aplicação do foro privilegiado a processos em que autoridades de alto escalão figuram como vítimas – sobretudo em ações por supostos crimes contra a honra. Na prática, esse instrumento, criado para proteger o exercício da função pública, se transforma em mecanismo de blindagem contra críticas, indo além da finalidade constitucional. A Constituição Federal prevê o foro por prerrogativa de função para autoridades quando investigadas por crimes relacionados ao cargo, ou seja, ocupando a posição de investigadas. Essa norma foi concebida justamente para evitar que magistrados de instâncias inferiores sofram pressões políticas ao julgar figuras de grande influência. A lógica original, portanto, era proteger a independência do julgamento, não aumentar o poder punitivo do Estado contra cidadãos comuns. O cenário atual, no entanto, revela um movimento inverso. O STF tem assumido a competência para julgar pessoas sem foro que praticam supostos crimes contra autoridades. Assim, a autoridade deixa de ocupar o papel de investigada e passa a figurar como vítima, deslocando para a Corte casos que, pelo desenho constitucional, deveriam tramitar na primeira instância. A consequência é a violação do princípio do juiz natural e a formação de um ambiente que se aproxima de um “tribunal de exceção”, onde a condenação de cidadãos comuns se torna mais provável. Além disso, esses cidadãos perdem o direito ao duplo grau de jurisdição (isto é, possibilidade de recorrer a segunda instância) já que, no Supremo, as possibilidades de recurso são extremamente limitadas visto que é a instância mais alta do Judiciário. Para Ana Luiza Rodrigues Braga, doutora em Teoria Geral do Direito, esse desvirtuamento é incompatível com a própria essência do mecanismo. “Avocar competências sem observância das regras previstas constitucionalmente para o foro por prerrogativa de função retira desse instituto exatamente a sua finalidade, que é garantir mais imparcialidade no julgamento. Isso gera muita insegurança jurídica”, afirma. Ampliação de foro privilegiado aumenta autocensura Em setembro de 2025, Maria Shirley Piontkievicz teria chamado o ministro Flávio Dino de “lixo” em um voo comercial. A partir desse episódio, ela se tornou ré no STF por possíveis crimes de injúria, incitação ao crime e atentado à segurança do transporte aéreo, após a Corte acatar uma denúncia da Procuradoria-Geral da União. A enfermeira foi incluída no inquérito das Fake News, que tramita sob sigilo. Em outro caso, o pastor Silas Malafaia – que igualmente não possui foro privilegiado – também teve processo aberto no STF por chamar o alto comando do Exército de “frouxo”, em uma manifestação política na Avenida Paulista. Situação semelhante ocorreu com o casal Roberto Mantovani Filho e Andréia Munarão, investigados por suposta calúnia e injúria contra o ministro Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma, em julho de 2023. Segundo Moraes, ele teria sido chamado de “bandido”, “comunista” e “comprado”. O processo foi arquivado após retratação em dezembro de 2024. Rodrigues Braga destaca que o foro por prerrogativa de função deve ser tratado sempre como exceção. “A interpretação deve ser estrita, sem ampliar hipóteses não previstas na Constituição. Agir de modo diverso viola a garantia de que todo cidadão deve ser julgado por um juiz imparcial, cuja competência é fixada pela lei antes do fato — exatamente o que chamamos de princípio do juiz natural”, ressalta. A jurista alerta ainda para o efeito de autocensura, causado por esse movimento: “nesse cenário, o cidadão passa a ocupar uma posição extremamente frágil, praticamente impedido de criticar autoridades sob o risco de ser processado e julgado por elas”. Pouca experiência do STF em matéria criminal piora cenário “O que está acontecendo, na prática, é que o próprio tribunal acaba julgando casos em que seus membros são atingidos como vítimas” diz o advogado criminalista João Rezende. Para ele, isso compromete garantias fundamentais. “Estamos afetando o juiz natural e a necessária distância entre julgador e fato, já que tudo permanece no mesmo tribunal”, reforça. Rezende destaca que dificilmente seria possível garantir a imparcialidade total, mas uma medida mitigadora de possível influência seria impedir que o caso seja julgado pela mesma turma da qual faz parte o ministro que ocupa a posição de vítima. Nos últimos anos, o que tem sido praticado pela Corte, no entanto, é que os próprios ministros, que ocupam papel de vítima, são relatores desses processos. O advogado também critica a formação penal dos ministros do Supremo. Diferentemente do Superior Tribunal de Justiça, cujos integrantes vêm de carreiras jurídicas com forte atuação criminal — como Tribunais de Justiça, TRFs e Ministério Público —, os ministros do STF são escolhidos exclusivamente por indicação presidencial e aprovação do Senado. “Essa trajetória oferece pouca vivência prática em matéria penal. Isso gera decisões rasas e, às vezes, contrárias à legislação ou à própria Constituição”, conclui.

Coronel Menezes rebate críticas e diz que brilho político incomoda adversários

O ex-superintendente da Suframa e pré-candidato a deputado federal, Coronel Menezes, rebateu críticas recebidas de “pessoas que se dizem de direita, mas não fazem nada” e afirmou que seu brilho político incomoda adversários. Sem citar nomes, Menezes disse que alguns delegados que o criticam não têm reconhecimento profissional e comparou a situação à fábula do vagalume e da cobra. “Vem para cá, não fica gravando vídeo. Caminhei mais de 180 quilômetros ao lado do povo, enfrentando calor, chuva e dificuldades”, disse durante a “Caminhada pela Liberdade”, em Brasília, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Embora Menezes não tenha citado nomes, a indireta pode ter sido direcionada ao deputado estadual Delegado Péricles (PL-AM) e ao delegado Costa e Silva (PL-AM). Péricles questionou a representatividade política de Menezes, afirmando que ele não possui mandato eletivo e que Bolsonaro teria rompido qualquer diálogo com o ex-superintendente. Em resposta, Menezes cobrou explicações sobre a atuação do deputado nas eleições municipais de 2024 e acusou omissão no apoio ao então candidato Capitão Alberto Neto (PL) à Prefeitura de Manaus.

Filho de ex-prefeito de Novo Airão se pronuncia sobre lancha envolvida em apreensão de drogas; veja

Amazonas – Fredson Frederico Araújo Paes, filho do ex-prefeito de Novo Airão, Frederico Júnior (União Brasil), se manifestou publicamente neste domingo (25) após ter o nome citado em uma operação fluvial que resultou na apreensão de 193 tabletes de drogas do tipo skunk, no Rio Negro, na Região Metropolitana de Manaus. Em nota de esclarecimento divulgada nesta semana, Fredson confirmou ser o proprietário da lancha apreendida, mas afirmou que a embarcação é utilizada exclusivamente para locação a terceiros, atividade que, segundo ele, é exercida de forma legal. Conforme o comunicado, no momento da apreensão a lancha estava alugada e não se encontrava sob sua posse, condução ou responsabilidade direta. O proprietário informou ainda que, antes da locação, foram adotadas todas as providências legais e administrativas, incluindo a comprovação de pagamento e o registro de conversas com os locatários, como forma de resguardo jurídico. Diante da não devolução da embarcação no prazo acordado, ele registrou boletim de ocorrência, fato que já constava nos registros policiais. Na nota, Fredson Frederico Araújo Paes reforçou que não possui qualquer envolvimento com atividades ilícitas e afirmou não ter tido conhecimento prévio ou participação nos fatos investigados pelas autoridades. Ele declarou confiar no trabalho da Justiça e colocou-se à disposição para colaborar com as investigações. O filho do ex-prefeito também parabenizou a Polícia Militar do Amazonas pela atuação na operação, destacando a importância do trabalho das forças de segurança no combate ao crime e na preservação da ordem pública. A apreensão da lancha e do material ilícito ocorreu durante uma ação do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), por meio da Companhia de Operações Fluviais. O caso segue sob investigação, e a Polícia Federal apura as circunstâncias do transporte da droga e a responsabilidade dos envolvidos.