Sinetram realiza ação para regularizar cartões Passa Fácil

Manaus/AM – Com a proximidade do início do ano letivo, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) iniciou nesta terça-feira (13) a ação “Passa Fácil Aqui” no Shopping Manaus ViaNorte, localizado na avenida Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, bairro Santa Etelvina. O atendimento segue até a próxima terça-feira (20), das 7h às 16h30, no piso G1, Entrada 1 do centro de compras. Durante o período, os usuários poderão emitir, regularizar ou solicitar segunda via dos cartões de transporte, incluindo Cartão Estudantil, Comum, Social e 60+. Para estudantes da rede pública, o recadastramento depende do envio das informações de matrícula pelas próprias escolas ao sistema do Sinetram. Já alunos de escolas particulares, universidades, cursos técnicos e preparatórios devem procurar diretamente o atendimento. Para ser atendido, é necessário apresentar RG, CPF e, no caso de menores de idade, certidão de nascimento acompanhada do responsável legal. A recomendação é que pais e estudantes aproveitem o período de férias para evitar filas e transtornos próximos à volta às aulas. O atendimento é gratuito e aberto ao público.
Saiba como solicitar até 20% de desconto no IPVA pelo programa Bom Condutor

Manaus/AM – Quem manteve a ficha limpa no trânsito em 2025 poderá pagar menos no IPVA 2026. O benefício do Bom Condutor, que concede até 20% de desconto no imposto, já está disponível para motoristas do Amazonas. A medida faz parte do Cadastro Positivo de Condutores (RNPC) e busca premiar quem dirige de forma responsável. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), o desconto é aplicado a quem não cometeu infrações de trânsito no período determinado pelo Detran-AM. Para verificar se tem direito, o contribuinte deve acessar o portal da Sefaz e consultar a área de IPVA. Caso o benefício não apareça automaticamente, é possível abrir um pedido pelo Protocolo Virtual, anexando documentos da CNH e do veículo. Em 2025, mais de 35 mil motoristas amazonenses foram beneficiados com o desconto. A expectativa é que o número seja ainda maior neste ano, já que o programa tem se consolidado como incentivo à direção segura. Além do abatimento de Bom Condutor, os contribuintes também podem obter desconto adicional pagando o imposto em cota única, o que aumenta a economia no início do ano.
Banco Central retira embargos e permite inspeção do TCU na liquidação do Banco Master

O tribunal confirmou a formalização do pedido de desistência, de modo a restabelecer decisão sobre análise dos documentos
ARTIGO: Falsa intimidade e a fórmula da coca cola

Por Warly Bentes Pontes Jr. O “segredo da fórmula da Coca-Cola” é um dos casos mais famosos de trade secret (segredo industrial) do mundo. A Coca-Cola não esconde a lista de ingredientes básicos — isso é obrigatório por lei. O segredo está em proporções exatas e em uma mistura específica conhecida como Merchandise No. 7, às vezes chamada de 7X Flavor, que contém óleos essenciais responsáveis pelo aroma “assinatura” da bebida. Desde 2011, o documento histórico da fórmula está no World of Coca-Cola, em Atlanta, em uma sala-forte protegida com acesso biométrico. Antes disso, ficou por 86 anos guardado no cofre do SunTrust Bank. O documento é simbólico — o verdadeiro segredo é protegê-lo como um processo, não como um pedaço de papel. Em 1990, a Coca Cola Company inaugurou em Manaus a Recofarma, a primeira planta industrial da própria companhia fora dos Estados Unidos, exclusivamente para atender ao mercado da América do Sul. Nós estávamos na 45 Graus Filmes e fomos contratados para fazer um documentário bilíngue sobre a nova fábrica. Na época, moderníssima, já com um sistema de purificação da água que reutiliza a água servida dessa unidade de produção, num processo que custou o investimento de um milhão de dólares só neste ítem. Eu assumi a direção do documentário e também conduzia as várias entrevistas que o roteiro previa. Foram umas duas semanas de trabalho dentro da fábrica e que claro não fazíamos a mínima idéia da importância e de como o “segredo da fórmula da Coca Cola” era tratado pela diretoria da Recofarma. Nos primeiros dias já descobrimos que eles se referiam à fórmula em código – parte A (concentrado) + parte B (sabores). Não lembro bem como surgiu, mas quando íamos entrevistar alguém, na tentativa de descontrair a pessoa, fazíamos uma “brincadeira” com o segredo industrial do cliente. Por exemplo, suponhamos que o entrevistado fosse o Pedro. Aí eu dizia: Pedro, descobrimos o que é a “PARTE A” da fórmula da Coca Cola. E já emendava uma explicação: É AQUELA QUE VEM ANTES DA “PARTE B”. A brincadeira tinha uma variação: descobrimos o que é “PARTE B” – É a que vem depois da “PARTE A”. Uma infantilidade, é verdade, que funcionava. O entrevistado realmente se soltava diante da câmera e todo aparato de iluminação. O presidente mundial da Coca Cola na época, Roberto C. Goizoeta. mandou sua fala pronta para a edição do documentário. Já o representante para a América Latina, um argentino (não encontrei o nome dele nas minhas pesquisas), veio à Manaus para ser entrevistado. Foi com ele a última gravação na fábrica. Arrumamos os equipamentos na sala do diretor geral e aguardamos o entrevistado se posicionar. Ele chegou, preparamos tudo e eu JÁ ME SENTINDO TODO ÍNTIMO achei que podia deixar o ambiente mais ameno. Fiz a brincadeira: O senhor sabe que descobrimos qual é a “PARTE A” da fórmula da Coca Cola? O homem fechou a cara. Sentindo que a coisa ia ficar feia eu ainda falei meio que gaguejando, nervoso: – É a que vem antes da “PARTE B”(rs). Ele pulou da cadeira e apoiando os braços na mesa debruçando-se na minha direção e em “portunhol” gritou: – NÃO BRINQUE COM COISA SÉRIA! ESTE É O NOSSO MAIOR SEGREDO! VOCÊ NÃO TEM PERMISSÃO PARA FALAR ISSO! Minhas pernas tremeram. Respirei e muito sem graça pedi desculpas. ESSA FOI UMA DAS MAIORES “BRONCAS” QUE TOMEI NA MINHA VIDA PROFISSIONAL. Engoli um copo d’água. O cliente também. E ambos mais calmos, fizemos a entrevista. No final, pedi desculpas mais uma vez. O documentário foi aprovado com louvores. E eu guardei aquela lição (de marketing e de vida) para sempre. A ideia de “falsa intimidade” entre prestadores de serviço e clientes é um tema clássico nas teorias de comunicação, propaganda, marketing e sociologia do consumo. Embora a expressão varie — “intimidade fabricada”, “proximidade artificial”, “pseudo-relacionamento”, “amizade instrumental” — a crítica é recorrente. O que os pensadores e escolas de marketing dizem sobre a falsa intimidade? Vance Packard, em A Persuasão Oculta (1957) foi um dos primeiros a denunciar que profissionais de vendas e publicidade criam vínculos emocionalmente artificiais para induzir confiança e aumentar a probabilidade de compra de bens e serviços. “A intimidade simulada é um mecanismo psicológico que reduz a resistência do consumidor.” Para Philip Kotler, que introduziu o conceito de Marketing de Relacionamento em suas obras a partir de 1990, a falsa intimidade aparece como o oposto do que ele defende. Kotler critica práticas de “relacionamento forçado” e “personalização superficial”, em que empresas tentam parecer próximas, mas sem genuíno interesse pelo cliente. “Relacionamento fingido degrada a marca e prejudica a confiança no longo prazo.” Para praticamente todas as escolas sérias de marketing e sociologia do consumo: . Falsa intimidade é vista como perigosa, antiética e contraproducente. . Funciona no curto prazo, mas destrói confiança no longo prazo. . Clientes percebem, mesmo que inconscientemente, o “teatro emocional”. No mundo dos serviços, tornou-se comum o vendedor que trata o cliente como “amigo”, usa apelidos, elogia artificialmente ou cria uma simpatia instantânea (fico desconfortável quando uma vendedora ou garçonete me chama de “amor”, por exemplo). Parece gentileza — mas, filosoficamente, é outra coisa. Foucault já alertava: “O poder consiste em guiar a conduta dos outros.” — Michel Foucault, “O Sujeito e o Poder” (1982). A falsa intimidade não serve para aproximar, mas para conduzir o comportamento, criando adesão emocional onde não existe relação real. É uma “gestão dos afetos” usada como ferramenta de influência. Arendt nos lembra do valor do espaço privado: “O íntimo começa onde não há mais espectadores.” — Hannah Arendt, “A Condição Humana” (1958). Quando a intimidade é usada como estratégia comercial, ela deixa de ser encontro e vira tática. É uma violação simbólica dos limites entre público e privado, reduzindo o cliente a meio para um fim. Byung-Chul Han descreve essa lógica perfeitamente “A sociedade atual transforma relações em conexões e intimidade em contato.” — Byung-Chul Han, “A Agonia do Eros” (2012). A simpatia programada cria uma “amizade
Campeonato Municipal de Futsal 2026: Prefeitura e Liga Humaitaense avançam na organização em Humaitá

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Prefeitura através da SEMED divulga calendário escolar 2026 em Humaitá

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Estadão vê distorção institucional em caso do Banco Master no STF

O Estado de S. Paulo publicou, nesta terça-feira, 13, um editorial que questiona a permanência do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o jornal, o processo ganhou contornos institucionais graves ao tramitar na Corte sem base jurídica consistente. O texto parte do depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Dias Toffoli. Vorcaro negou ter articulado ataques ao Banco Central por meio de influencers. O editorial observa que essa versão entra em choque com indícios reunidos pela Polícia Federal, que identificou mensagens atribuídas ao próprio empresário. Para o Estadão, porém, o ponto central não está na contradição da defesa. O jornal afirma que o problema mais sério é a aceitação, sem questionamento, do STF como foro do caso. Segundo o editorial, essa escolha distorce regras básicas do sistema judicial. O texto sustenta que Vorcaro não possui prerrogativa de foro. O mesmo vale para executivos do Banco Master e do Banco de Brasília citados nas investigações. Nessa leitura, eventuais crimes deveriam ser analisados na primeira instância da Justiça Federal. Sigilo no caso do Banco Master e foro sob crítica O editorial afirma que o processo chegou ao STF por causa de uma negociação imobiliária envolvendo o deputado João Carlos Bacelar, que tem foro especial. Para o jornal, a operação não guarda relação com as investigações centrais e sequer foi concluída. Mesmo assim, Dias Toffoli manteve o caso integralmente sob sua relatoria. O Estadão lembra que a própria jurisprudência do Supremo permite o desmembramento de ações. A Corte poderia manter apenas trechos ligados a autoridades com foro. A decisão de concentrar todo o processo no STE, segundo o editorial, amplia a insegurança jurídica. O jornal também critica o elevado grau de sigilo imposto às investigações. Na avaliação do editorial, o segredo não protege o interesse público nem o trabalho policial. Ele favorece pessoas investigadas e amplia desconfianças sobre a condução do caso. O texto cita a rede de relações construída por Vorcaro com autoridades dos Três Poderes. Nesse contexto, o Estadão afirma que a combinação entre foro privilegiado e opacidade alimenta suspeitas de proteção institucional, o que compromete a credibilidade do Supremo. O editorial menciona fatos paralelos que, segundo o jornal, exigiriam prudência redobrada do relator. Entre eles, negócios envolvendo familiares do ministro e relações pessoais com advogados ligados a investigados. O texto deixa claro que não atribui ilegalidades, mas ressalta o impacto dessas circunstâncias sobre a percepção de imparcialidade. Ao final, o Estadão destaca o princípio do juiz natural como eixo da crítica. Para o jornal, relativizar regras de competência abre espaço para que réus escolham o foro mais conveniente. O editorial afirma que cabe ao STF corrigir o rumo e evitar que interesses poderosos se sobreponham à Constituição. Com informações da revista Oeste.
MP-AM recomenda à prefeita de Manacapuru retirar outdoors com promoção pessoal

Medida foi adotada após identificação de publicidade com exaltação à prefeita em via pública do município
Na mira da Polícia Federal Lulinha deixou o Brasil e retornou à Europa

Na mira da Polícia Federal, o filho do presidente Lula vai retornar a Madri nos próximos dias. Fábio Luís Lula da Silva passou as últimas três semanas no Brasil para as festas de fim de ano, sem registro de encontros com o pai. Lulinha, como é conhecido, deixa o país no momento em que a Polícia Federal investiga a informação de que ele teria negócios com o principal operador do esquema de desvio de aposentados e pensionistas, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Como revelou a coluna, o filho do presidente se mudou para a capital da Espanha em meados de 2025. Um ex-auxiliar do operador contou, em depoimento, que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já confirmou em entrevista as investigações envolvendo o filho do presidente. Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o assunto. O próprio Lula comentou o assunto. Disse que, se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso. A bancada do governo no Congresso, contudo, deixou claro que a declaração de Lula foi apenas uma tentativa de se blindar da crise, já que, por orientação do Planalto, votou em peso contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS. O Metrópoles revelou que Lulinha e Antonio Carlos viajaram juntos para Portugal, em passagem aérea comprada pelo lobista. Mensagens em posse da Polícia Federal revelaram ainda que, em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS instruiu um funcionário a entregar um “medicamento” no apartamento de Lulinha. O lobista enviou o print do endereço e especificou que a entrega deveria ser feita em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha. A informação foi revelada na coluna de Tácio Lorran. Fonte: Metrópoles