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“Leva a trena!”,diz Coronel Menezes chamando Renato Júnior para um “tour dos buracos” em Manaus, veja vídeo

O ex-superintendente da Suframa e militar da reserva, Coronel Alfredo Menezes, lançou um desafio direto ao secretário municipal de Infraestrutura e vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior, durante entrevista concedida na noite desta segunda-feira (21) à jornalista Cynthia Blink. Em tom irônico, Menezes convidou o secretário para um “tour pela cidade”, com o objetivo de localizar os buracos e medir suas profundidades. A declaração foi uma resposta à fala recente de Renato Júnior, que anunciou que pretende utilizar Inteligência Artificial (IA) para detectar buracos nas ruas. Segundo o secretário, sensores seriam instalados em ônibus do transporte coletivo e carros de aplicativo para identificar a localização, profundidade e tamanho dos buracos nas vias públicas. Menezes ironizou a proposta e sugeriu que a prefeitura poderia economizar esse investimento com uma solução mais simples. Crítico da atual gestão, Menezes afirmou que os problemas estruturais de Manaus não podem mais ser empurrados com a barriga. VEJA O VÍDEO

STF já aguardava contra-ataque do Congresso antes mesmo de medidas contra Bolsonaro

O contra-ataque planejado pela oposição no Congresso Nacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF) era esperado na Corte antes mesmo das medidas adotadas por Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro. No tribunal, a expectativa era de represália por decisões tomadas no último semestre sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e as emendas parlamentares. Parlamentares interpretaram a atuação da Corte nesses temas como uma intervenção nas atividades do Congresso. No caso do IOF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou norma aumentando as alíquotas do imposto. O Congresso, por sua vez, derrubou a norma. O assunto foi parar no STF, que restituiu a validade da portaria de Lula, retirando apenas a tributação sobre o chamado risco sacado. As informações são do portal Estadão. As emendas parlamentares foram motivo de embate constante do Congresso com o STF nos últimos anos. Embora a determinação da Corte seja pela garantia da rastreabilidade e da transparência dos repasses, os parlamentares encontraram formas de burlar a regra. Parlamentares suspeitos de desvio de dinheiro público por meio das emendas viraram alvos de inquéritos, o que tensionou ainda mais a relação entre os dois Poderes. Outro fator deixou a Câmara dos Deputados insatisfeita, mas com o governo federal: o presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei complementar que aumentava o número de deputados federais de 513 para 531. A leitura no STF é que o Congresso pode atacar o tribunal como forma de retaliar o governo, diante da parceria firmada entre Executivo e Judiciário no enfrentamento a Donald Trump. O ressentimento dos parlamentares de oposição ficou ainda maior com o avanço das investigações contra Bolsonaro e a perspectiva de condenação do ex-presidente em setembro pela Corte. O cenário jurídico não mudou, mesmo com as medidas tributárias adotadas por Trump. Na segunda-feira, 21, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com deputados e senadores da oposição. Após o encontro, os parlamentares anunciaram medidas que o grupo deve adotar na volta das atividades legislativas, em agosto. As metas são aprovar o impeachment de Moraes, anistiar os presos do 8 de janeiro e acabar com o foro privilegiado. No Supremo, a avaliação é que a anistia e o impeachment de Moraes não devem ser aprovados agora. Mas sabe-se que algum tipo de retaliação virá. Os parlamentares têm algumas cartas na manga. Entre as propostas que compõem o chamado pacote anti-STF está a autorização para o Congresso suspender decisões do tribunal diante do voto de dois terços dos parlamentares. Há também um projeto prevê o impeachment de ministros do STF se o Congresso considerar que houve usurpação de competências do Legislativo em uma decisão judicial.

Alexandre de Moraes determina bloqueio total de contas e bens de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio integral das contas bancárias, chaves Pix e bens móveis e imóveis do deputado federal Eduardo Bolsonaro. A medida, conhecida como “asfixia financeira”, tem como objetivo impedir que o parlamentar continue articulando ações contra instituições brasileiras nos Estados Unidos, onde reside há quatro meses. A decisão sigilosa foi assinada no sábado (19), mas Eduardo só descobriu o bloqueio na segunda-feira (21) ao tentar realizar transações. A medida cautelar impede qualquer movimentação financeira do deputado, incluindo recebimento de doações e transferências. Eduardo descobriu o bloqueio ao tentar fazer duas operações via Pix que foram negadas automaticamente pelo sistema bancário. O salário parlamentar de Eduardo também ficará retido nas contas bloqueadas pela decisão judicial. A estratégia integra investigação sobre tentativas de obstruir ação penal da trama golpista contra Jair Bolsonaro. Estratégia de asfixia financeira A medida cautelar faz parte de uma estratégia investigativa conhecida como “asfixia financeira”, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil. O objetivo é interromper a continuidade da prática criminosa através do bloqueio de recursos financeiros. A PF considerou que seria mais eficaz aplicar medidas patrimoniais contra Eduardo, já que ele está nos Estados Unidos. Os investigadores avaliaram que medidas como prisão preventiva teriam baixa efetividade devido à distância geográfica. Em casos recentes nos quais o STF determinou a prisão de brasileiros residentes nos EUA e acusados de atos antidemocráticos, não houve sucesso em obter a extradição deles. Por isso, medidas patrimoniais foram consideradas mais eficientes contra as articulações no exterior. Transferência milionária investigada Segundo o próprio Bolsonaro, cerca de R$ 2 milhões já foram enviados para Eduardo para custear sua permanência nos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga especificamente essa transferência como parte das articulações internacionais. Eduardo pediu licença do mandato parlamentar em março alegando perseguição política no Brasil. A licença terminou no domingo (20), mas o deputado já declarou que não pretende renunciar ao cargo. De acordo com regimento interno da Câmara dos Deputados, o parlamentar pode ser cassado por faltas. Aliados no PL afirmam que Eduardo concluirá o mandato, mesmo que remotamente dos Estados Unidos. Reação e escalada das tensões “Esse bloqueio já era esperado. É um passo natural de ditadura. Tentativa de asfixia financeira como forma de chantagem”, declarou Eduardo Bolsonaro ao descobrir as restrições. O deputado revelou a informação ao tentar transações que foram negadas. “Estou preparado para seguir adiante mesmo sob condições difíceis”, disse o parlamentar, afirmando que não recuará na articulação junto ao governo Trump. Eduardo continua buscando mais sanções contra ministros do STF. Na sexta-feira anterior, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que o governo Trump suspendeu o visto de Alexandre de Moraes e de “aliados” do magistrado no STF. Investigação sobre soberania nacional Eduardo é investigado por incitar o governo norte-americano contra autoridades brasileiras no contexto da ação penal golpista. O deputado intensificou a ação golpista contra as instituições brasileiras após a aplicação de medidas cautelares contra Jair Bolsonaro na sexta-feira. Moraes determinou inclusão de postagens recentes do deputado na investigação. Em uma delas, Eduardo celebra a suspensão de vistos de ministros do STF pelo governo de Donald Trump, iniciativa que, segundo ele, representa uma vitória internacional contra o Supremo. A decisão de Moraes visa impedir que Eduardo continue pressionando autoridades estrangeiras contra instituições democráticas brasileiras. A investigação apura crimes de coação no curso do processo e atentado à soberania nacional. Por determinação judicial, Eduardo também está proibido de manter contato com o pai durante as investigações. As medidas integram estratégia mais ampla para conter articulações internacionais contra o Judiciário brasileiro.

Secretário de Lábrea é exonerado após acusações de assédio sexual e desvio de verbas da educação

Amazonas – Envolvido em sérias acusações de assédio sexual e favorecimento indevido de familiares com dinheiro público, o agora ex-secretário de Governo da Prefeitura de Lábrea, José Hélio Camurça, foi exonerado do cargo na última sexta-feira (18). A decisão foi oficializada pelo prefeito Gerlando Lopes (PL) e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial dos Municípios. A exoneração ocorre após a repercussão de uma denúncia feita por duas mulheres, incluindo uma servidora da prefeitura, que acusam José Hélio de importunação sexual. Além disso, documentos revelam que ele utilizou recursos do Fundeb – fundo federal destinado à educação básica – para beneficiar diretamente seus próprios familiares com altos pagamentos e vantagens. Conforme relatos registrados em boletim de ocorrência, o assédio teria ocorrido durante uma viagem a Manaus, quando a servidora pública precisou de suporte financeiro e o secretário, aproveitando a situação, passou a enviar mensagens via WhatsApp com convites pessoais. A mulher, que estava acompanhada de uma tia, recusou os avanços e ressaltou que era casada, mas ainda assim continuou sendo pressionada. Após retornar ao município, ela afirma ter sido remanejada do setor onde trabalhava, sob alegação de “quebra de confiança”. A servidora também denunciou que ela e seu marido — também funcionário público — sofreram ameaças de retaliação dentro da prefeitura, o que aumentou ainda mais o clima de intimidação. Em paralelo ao caso de assédio, o ex-secretário também é alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF). A apuração gira em torno do possível uso irregular de verbas federais da educação para premiar pessoas de sua confiança — entre elas, parentes próximos. Segundo os documentos obtidos pelo MPF, o nome da professora Raimunda Braga da Costa, identificada como sogra de Camurça, aparece como beneficiária de R$ 8.481,56 líquidos em maio de 2025. O valor chamou atenção por estar acima da média salarial dos demais profissionais da educação no município. Além dela, há registros de outras pessoas próximas ao ex-secretário recebendo adicionais, gratificações e diárias com valores acima do padrão, o que levanta sérias suspeitas de desvio e uso político dos recursos do Fundeb. A exoneração de José Hélio Camurça não encerra o caso. Pelo contrário, aumenta a pressão sobre a administração de Gerlando Lopes, que agora precisa lidar com o desgaste político e a cobrança por uma apuração rigorosa. A população, em especial os profissionais da educação, aguardam posicionamentos mais firmes sobre a condução dos gastos públicos no município. Enquanto isso, o Ministério Público e a Polícia Civil seguem com as investigações que podem resultar em processos judiciais contra o ex-secretário. Veja documentos 

Motta avisa líderes de que não adianta aprovar a anistia: STF vai declarar ‘inconstitucional’

O projeto que anistia os condenados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro voltou à discussão na reunião de líderes partidários, ontem, após uma semana de recesso informal na Câmara. No encontro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse aos parlamentares que não adianta aprovar uma proposta que será considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do portal G1. Segundo relatos de líderes presentes, parlamentares da oposição estavam na reunião e levaram o assunto à discussão no fim do encontro. Na reunião, de acordo com quatro líderes ouvidos pela Globonews, Motta disse que não adianta o Congresso aprovar um texto, o presidente Lula sancionar e o STF declarar inconstitucional. A sinalização foi lida pela própria oposição como um recado de que o Supremo precisa estar de acordo com o texto. O líder do PP, Dr. Luizinho (RJ), sugeriu que alguém apresentasse um esboço de relatório alternativo ao texto que vem sendo defendido pela oposição. A versão mais recente do relatório é ampla e perdoa atos do passado ou do futuro que tenham alguma conexão com o dia 8 de janeiro, inclusive crimes eleitorais, e garante os direitos políticos dos condenados (ou seja, a possibilidade de concorrer às eleições). A leitura é que o projeto é direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que se recusa a construir um texto que precise do aval do STF. E lembrou aos parlamentares que já elaborou uma proposta alternativa e mais enxuta, que dá anistia parcial aos envolvidos no dia 8 de janeiro, mantendo apenas as condenações para quem foi filmado destruindo o patrimônio público. Mais de um líder presente interpretou a fala de Motta como uma tentativa de tirar o assunto do caminho, que tem contaminado qualquer outro assunto da pauta. Avaliam que ele se sensibiliza com penas que considera excessivas, mas que não vai se indispor com o Supremo por conta disso. Além disso, a avaliação de um líder da base governista é que a sugestão para se criar um novo texto funciona como uma forma de encurralar os deputados do PL para que eles deixem claro que o projeto da anistia não deve valer para Bolsonaro.